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Trump poupa Rússia de tarifaço, mas inclui ilhas desabitadas

Segundo Casa Branca, sanções contra Moscou já são suficientes

3 abr 2025 - 08h40
(atualizado às 09h38)
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A Rússia é um dos poucos países poupados pelo tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra importações do mundo inteiro.

    Segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, Moscou não foi incluída na lista porque as sanções americanas dos últimos anos por conta da invasão à Ucrânia "já impedem qualquer intercâmbio comercial significativo". Também não foram atingidos Belarus, Coreia do Norte e Cuba.

    O valor do comércio entre EUA e Rússia despencou de cerca de US$ 35 bilhões em 2021 para US$ 3,5 bilhões em 2024, valor irrisório para duas economias desse tamanho. Ainda assim, o intercâmbio comercial dos EUA com a Rússia é maior do que com outros países afetados pelo tarifaço, como Brunei (24%) e Maurício (40%).

    Trump impôs tarifas alfandegárias até contra territórios remotos, como o arquipélago norueguês de Svalbard (10%), no Ártico, e as Ilhas Tokelau (10%), pertencentes à Nova Zelândia, na Polinésia. Juntos, os dois arquipélagos têm menos de 5 mil habitantes.

    As Ilhas Heard e McDonald, ambas ligadas à Austrália e situadas no Oceano Índico, também arcarão com uma tarifa de 10%, embora sejam desabitadas.

    EUA e Rússia iniciaram um processo de reaproximação após a volta de Trump à Casa Branca e estão em negociações para encerrar a guerra na Ucrânia e abrir um caminho de normalização das relações. .

Ansa - Brasil
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