Trump insiste que ataques no Irã causaram 'grande destruição'
Presidente dos Estados Unidos fez discurso em cúpula da Otan
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou nesta quarta-feira (25) na cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Haia, e insistiu que as instalações nucleares iranianas bombardeadas no último fim de semana foram destruídas.
Durante seu pronunciamento, o republicano disse que a ofensiva contra as três principais usinas do programa nuclear do Irã - Natanz, Fordow, que fica dentro de uma montanha, e Isfahan - foi "excelente" e causou "grande destruição", além de garantir o fim "da guerra dos 12 dias".
"Os ataques atrasaram as atividades nucleares do Irã em muitos anos", garantiu Trump, ignorando um relatório da inteligência americana que aponta que os danos às centrais foram limitados e terão um impacto de apenas alguns meses no programa de Teerã para energia atômica.
Segundo o presidente, os dois países "estão exaustos, lutaram de forma muito violenta", mas "talvez isso possa recomeçar em algum momento, talvez em breve", apesar de ele achar "que a guerra acabou realmente quando acertamos as instalações nucleares".
Para Trump, o Irã deve abandonar, ao menos por enquanto, o desenvolvimento de seu programa nuclear e "lutou bravamente", mas agora "precisa de dinheiro para consertar o país e se recuperar". "Não vejo a possibilidade de eles se comprometerem com a energia nuclear novamente. Os Estados Unidos continuam no caso. Se eu não estiver lá, haverá outro", garantiu.
O magnata também revelou que representantes dos EUA se reunirão com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, "na próxima semana", mas afirmou que não acha "que um acordo seja necessário, porque eles não têm mais energia nuclear".
Por fim, Trump voltou a elogiar o acordo feito entre os países-membros da Otan, que prevê um aumento dos gastos militares para 5% do Produto Interno Bruto (PIB).
"É uma vitória monumental para os Estados Unidos, que carregavam um fardo injusto. Também é uma vitória para a Europa e a civilização ocidental. Não sei se é meu mérito, mas acho que é meu mérito", concluiu.