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Trump diz que 'se voltará' a Cuba após finalizar guerra no Irã

Havana quer um acordo, destacou republicano

16 mar 2026 - 09h30
(atualizado às 10h20)
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo (15) que voltará a atenção a Cuba após resolver o conflito no Irã. Segundo o mandatário, Havana quer um acordo com Washington em meio à tensão diplomática entre as partes.

Cuba deve ser o próximo "alvo" dos EUA, que já interferiram na Venezuela e no Irã em 2026
Cuba deve ser o próximo "alvo" dos EUA, que já interferiram na Venezuela e no Irã em 2026
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Acredito que, muito em breve, chegaremos a um acordo [com Cuba] ou faremos o que for preciso", declarou Trump à imprensa, sem especificar o que "é preciso".

"Estamos conversando com Havana, mas primeiro estamos ocupados com o Irã", acrescentou.

Cerca de uma semana após iniciar o conflito no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, o chefe de Estado americano havia dito ao site Politico que a ilha caribenha "também cairia".

"Cuba também vai cair. Cortamos todo o petróleo, todo o dinheiro, tudo o que vinha da Venezuela, que era a única fonte. E eles querem fazer um acordo", reforçou ele na ocasião.

Questionado se os EUA estavam desempenhando algum papel na tentativa de queda do governo cubano, assim como fez na Venezuela, com a captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro, o republicano mencionou que "isso é a cereja do bolo" e falou que Delcy Rodríguez, presidente interina de Caracas, "está fazendo um trabalho fantástico".

Na sexta-feira (13), o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel confirmou que funcionários de seu governo se reuniram, recentemente, com representantes de Washington para resolver as divergências entre os países.

Díaz-Canel destacou que o encontro teve como objetivo "identificar áreas de cooperação que contribuam para a segurança e a paz em ambas as nações e em todo o continente".

Nas últimas semanas, milhões de cubanos ficaram sem energia elétrica após uma falha que provocou o desligamento de grande parte do sistema elétrico nacional. Segundo a empresa estatal Unión Eléctrica (UNE), o apagão afetou cerca de dois terços do país, e "todos os protocolos para restabelecer o serviço já foram acionados".

A interrupção ocorreu em meio a uma crescente crise energética na ilha, ligada às dificuldades no fornecimento de petróleo para suas poucas usinas termelétricas, problema agravado pelas sanções e pressões dos EUA contra países que fornecem combustível para Cuba.

Ansa - Brasil
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