Trump cogita encontro com Putin e Zelensky após Alasca
Republicano prevê que cúpula trilateral chegará a 'um acordo'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta quinta-feira (14) uma "cúpula trilateral" entre seu país, Rússia e Ucrânia para se chegar a um acordo na guerra no leste europeu, após seu encontro de amanhã, no Alasca, com o mandatário Vladimir Putin.
"Se a reunião com Putin correr bem, haverá uma segunda, que será muito, muito importante, porque será um encontro em que [Rússia e Ucrânia] chegarão a um acordo", afirmou Trump em uma entrevista para uma rádio.
O magnata também disse não acreditar em um "cessar-fogo imediato" entre Moscou e Kiev, ainda que ele tenha "interesse em uma paz imediata".
"A guerra na Ucrânia é, provavelmente, a mais difícil de terminar", refletiu o americano, reforçando que "dará o seu melhor" e que "acredita que terá um bom resultado" na negociação com Putin, que "está pronto para um acordo".
"A ameaça das sanções [contra a Rússia] deve ter desempenhado um papel importante na decisão russa de solicitar um encontro [com os EUA]", falou o líder de Washington, prometendo "ligar" para seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, caso a cúpula com Putin seja positiva.
Mas Trump destacou que não irá ligar "para ninguém" se o desfecho for negativo.
Por fim, o republicano respondeu que não sabe se haverá uma declaração conjunta entre EUA e Rússia no Alasca, mas garantiu uma coletiva de imprensa sobre o saldo da cúpula.