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Trump ataca jornalista e rebate acusações de atirador: 'Não sou pedófilo'

Presidente chamou Norah O'Donnell de 'vergonhosa' e 'pessoa horrível'

27 abr 2026 - 08h50
(atualizado às 09h09)
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se exaltou durante uma entrevista exibida na noite do último domingo (26) pela rede CBS, ao ser questionado sobre as acusações de pedofilia mencionadas no manifesto atribuído a Cole Tomas Allen, homem de 31 anos que tentou atacar o jantar anual dos correspondentes da Casa Branca, em Washington.

Trump se exaltou em entrevista com jornalista Norah O'Donnell
Trump se exaltou em entrevista com jornalista Norah O'Donnell
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Durante a conversa no programa "60 Minutes", a jornalista Norah O'Donnell citou uma passagem do documento em que o autor afirmava não tolerar mais "um pedófilo, estuprador e traidor", em aparente referência ao presidente.

A leitura provocou uma resposta imediata e contundente de Trump, que interrompeu a entrevistadora: "Eu não sou um estuprador. Eu não estuprei ninguém. Eu não sou um pedófilo. E você é uma pessoa horrível por ler essas palavras. Você deveria ter vergonha", atacou o magnata, visivelmente irritado.

O presidente continuou criticando a abordagem da entrevistadora e classificou o manifesto como "lixo de uma pessoa doente". Ele também afirmou ter sido "totalmente inocentado" de acusações anteriores e sugeriu que adversários políticos estariam ligados a escândalos envolvendo Jeffrey Epstein, financista que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por crimes sexuais.

A jornalista tentou retomar o controle da entrevista e questionar se Trump acreditava ser o alvo das declarações no manifesto, mas foi repetidamente interrompida.

"Os seus amigos do outro lado são os que estavam envolvidos com, digamos, Epstein ou outras coisas. Mas eu disse a mim mesmo: 'Sabe de uma coisa? Vou dar essa entrevista a eles'. Eu li o manifesto. Você sabe, ele é uma pessoa doente. Mas você deveria se envergonhar por ler isso, porque eu não sou nenhuma dessas coisas. Você não deveria estar lendo isso no 60 Minutes. Você é uma vergonha. Mas vá em frente. Vamos terminar a entrevista. Você é vergonhosa", ressaltou.

Em outro momento, Trump associou a suposta participação de Allen a protestos de oposição ao seu governo, mencionando os atos com o slogan "No Kings" ("Sem Reis"). "Eu não sou um rei. Se eu fosse um rei, não estaria lidando com você", afirmou.

De acordo com a imprensa norte-americana, o suspeito enviou o manifesto a familiares minutos antes de iniciar o ataque. No texto, ele se descrevia como um "assassino federal gentil" e fazia referência ao caso Epstein como justificativa para suas ações, além de insinuar disposição para matar com o objetivo de alcançar seus objetivos. 

Ansa - Brasil
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