Trump anuncia acordo entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza
Netanyahu não confirmou medida, que deverá ser assinada na próxima semana
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (31) um acordo histórico entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza, com a saída do primeiro do território palestino e o desarmamento do segundo.
"Hoje, o Conselho da Paz alcançou um acordo histórico para o desarmamento completo do Hamas e de todos os outros grupos armados em Gaza. Este é um passo monumental rumo a uma paz e segurança duradouras", escreveu Trump no Truth.
"Assim que o desarmamento for concluído, as forças israelenses se retirarão, e a Força Internacional de Estabilização trabalhará com uma nova força policial palestina para garantir a segurança em Gaza, em benefício de seus moradores e dos países vizinhos", acrescentou o magnata.
O americano, fundador do Conselho da Paz, informou que o acordo será executado através de fases planejadas, sem dar detalhes.
"O plano para desarmar o Hamas em Gaza, se totalmente implementado, seria um passo construtivo em direção à paz. Mas muitas peças precisam se encaixar para que isso funcione", comentou a alta representante da UE, Kaja Kallas.
Já o governo de Benjamin Netanyahu não emitiu nenhum comentário oficial sobre a medida, que foi criticada pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, que a descreveu como um "projeto de acordo inaceitável".
Trump, por sua vez, buscou transmitir otimismo, afirmando que Israel "realmente gosta" do acordo e que "eles nos ajudaram".
"Não estamos pedindo a Israel que faça nada que não esteja previsto no plano de 20 pontos com o qual concordaram inicialmente. Estamos muito confiantes de que eles o cumprirão", declarou um alto funcionário dos EUA ao Times of Israel.
"Se não o fizerem, o presidente Trump ficará muito, muito decepcionado", alertou a autoridade sênior americana.
O Hamas confirmou à AFP o anúncio feito por Trump. No entanto, Ghazi Hamad, membro da delegação nacional do grupo fundamentalista, afirmou à Al Jazeera que a milícia "não tomará nenhuma medida se as forças de ocupação [israelenses] não cumprirem as obrigações estabelecidas no acordo".
Segundo a imprensa egípcia, o acordo será assinado entre as partes no Cairo "em meados da próxima semana". .
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