Troca de restos mortais de passageiros do voo que caiu na Índia está na pauta do encontro de Modi e Starmer
Restos mortais de duas vítimas da queda do avião da Air India foram trocados, denunciaram famílias de dois britânicos. De acordo com James Healy-Pratt, advogado que representa familiares das vítimas, esta questão estará na pauta das discussões entre o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e seu colega indiano, Narendra Modi, que deve chegar a Londres na quinta-feira (24) para assinar um acordo de livre comércio.
Restos mortais de duas vítimas da queda do avião da Air India foram trocados, denunciaram famílias de dois britânicos. De acordo com James Healy-Pratt, advogado que representa familiares das vítimas, esta questão estará na pauta das discussões entre o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e seu colega indiano, Narendra Modi, que deve chegar a Londres na quinta-feira (24) para assinar um acordo de livre comércio.
O advogado, que representa mais de 20 famílias britânicas que perderam parentes no acidente, disse à agência de notícias britânica PA que a devolução dos restos mortais das vítimas foi marcada por erros. Os parentes de uma vítima descobriram que o caixão que receberam continha restos mortais humanos "mistos", enquanto outra família descobriu que o corpo no caixão não era o de seu parente. Esses erros foram identificados durante a restituição inicial pela patologista forense britânica Fiona Wilcox.
A mãe de Miten Patel, Shobhana, morreu com o marido no desastre. A filha disse à BBC que "outros restos mortais", além dos de sua mãe, foram encontrados no caixão, após seu corpo ser repatriado para o Reino Unido.
"As pessoas estavam cansadas e havia muita pressão. Mas é preciso demonstrar um senso de responsabilidade e garantir que as pessoas certas que você envia para o Reino Unido sejam as pessoas certas", disse ele ao canal.
O advogado afirma que este tópico estará na pauta de discussões entre o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e o presidente indiano Narendra Modi.
Colaboração com autoridades britânicas
O Boeing 787 Dreamliner da companhia Air India caiu após decolar em 12 de junho da cidade de Ahmedabad, no noroeste da Índia, matando 279 pessoas, entre eles 52 britânicos. Apenas um passageiro sobreviveu ao acidente, o cidadão britânico Vishwash Kumar Ramesh.
Na quarta-feira, o Ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, indicou que seu país estava "trabalhando em estreita colaboração com as autoridades britânicas".
"Todos os restos mortais foram tratados com o máximo profissionalismo e com o devido respeito à dignidade dos falecidos", acrescentou em um comunicado.
Investigação continua sobre causas da queda
Duas associações de pilotos de companhias aéreas indianas rejeitaram, em 14 de julho, as conclusões preliminares da investigação sobre a queda do Boeing 787- Dreamliner da Air India, que sugerem a possibilidade de falha humana para o acidente.
Em um relatório inicial, o Escritório de Investigação de Acidentes Aéreos da Índia (AAIB) revelou que o fornecimento de combustível de aviação para ambos os motores foi cortado logo após a decolagem do Aeroporto Internacional Sardar Vallabhbhai Patel, em Ahmedabad, com direção a Londres.
(Com AFP)