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Travessias do Mediterrâneo estão mais perigosas, alerta ONU

Proporção de mortes nas viagens de migrantes aumentou

3 set 2018
13h05
atualizado às 15h23
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A agência das Nações Unidas para refugiados (Acnur) alertou nesta segunda-feira (3) que as viagens de migrantes pelo Mar Mediterrâneo estão mais "perigosas", apesar da queda no número de travessias em 2018.

Migrantes resgatados pela ONG SOS Méditerranée, em 10 de agosto de 2018
Migrantes resgatados pela ONG SOS Méditerranée, em 10 de agosto de 2018
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

De acordo com o relatório "Viagens desesperadas", a cifra absoluta de vítimas diminuiu de 2.276 para 1.095 nos oito primeiros meses do ano (-51,9%), mas a quantidade relativa subiu de uma morte a cada 42 pessoas que conseguem completar a travessia para uma a cada 18 chegadas.

O mês de junho foi o mais fatal, com um falecimento para cada sete deslocados internacionais que desembarcaram na União Europeia em segurança. A Organização Internacional para as Migrações (OIM), por sua vez, já contabiliza 1.549 migrantes mortos ou desaparecidos no Mediterrâneo em 2018, queda de 39,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Na Itália, o número de deslocados internacionais resgatados caiu de 99,8 mil para 20,2 mil, uma redução de quase 80%. "As ONGs desapareceram, talvez seja sorte... Para mim, algo foi feito", declarou o ministro do Interior Matteo Salvini, que endureceu as políticas de acolhimento do país e proibiu o desembarque de navios de ONGs.

Ansa - Brasil   

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