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Talibã proíbe que mulheres façam viagens sem homens

Segundo Ministério da Promoção das Virtudes e da Prevenção de Vícios, elas só poderão andar sozinhas em uma área de até 70 km de suas casas

26 dez 2021 12h42
| atualizado às 13h34
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Manifestantes afegãos protestam perto da embaixada do Paquistão em Cabul, Afeganistão
07/09/2021 REUTERS/Stringer
Manifestantes afegãos protestam perto da embaixada do Paquistão em Cabul, Afeganistão 07/09/2021 REUTERS/Stringer
Foto: Reuters

O grupo fundamentalista Talibã, que retomou o poder no Afeganistão em 15 de agosto deste ano, anunciou neste domingo, 26, mais uma restrição para mulheres: elas não poderão viajar sem o acompanhamento de um "homem da família".

Segundo a ordem dada pelo Ministério da Promoção das Virtudes e da Prevenção de Vícios, elas só poderão andar sozinhas em uma área de até 70 quilômetros de suas residências. Além disso, há a "recomendação" para que motoristas (seja de táxis ou ônibus) não aceitem mulheres "sem véu islâmico" em seus veículos.

Essa é a enésima vez que o grupo fundamentalista retira direitos das mulheres que, nos últimos dias, também foram proibidas de aparecer "em novelas e séries" e que, aquelas que trabalham como jornalistas, usem um "véu islâmico" na frente das câmaras.

Ao reassumir o poder, o Talibã fez uma série de anúncios de que não retirariam os direitos das mulheres conquistados durante os 20 anos da ocupação norte-americana e que não fariam um governo igual ao seu anterior, entre 1996 e 2001.

Naquela época, elas eram proibidas de sair de casa sem a companhia de um homem e não podiam estudar ou trabalhar. Apenas algumas eram autorizadas a fazer medicina ou enfermagem, já que não permitiam que homens médicos as atendessem.

Mas, desde que assumiram o poder, mês a mês, direitos foram sendo retirados. Muitas não conseguiram retornar ao trabalho ou aos estudos sob a desculpa de que era para a "segurança" delas; as aulas foram separadas novamente entre homens e mulheres; e elas são obrigadas a usar "véus islâmicos" para qualquer atividade fora de suas casas.

Ansa - Brasil   
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