Tajani chega a Buenos Aires e destaca 'raízes comuns' entre Itália e Argentina
Vice-premiê e ministro das Relações Exteriores também passará por São Paulo
Em visita a Buenos Aires com mais de 100 empresários, o chanceler italiano Antonio Tajani defendeu uma sólida aliança econômica baseada nos laços históricos com a Argentina, considerada parceira prioritária. O ministro destacou o potencial do acordo UE-Mercosul e o interesse em ampliar investimentos em energia, como em Vaca Muerta, além de inovação, inteligência artificial e defesa. A missão, que também passará por São Paulo, busca fortalecer cooperações mútuas entre os países.
O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, desembarcou em Buenos Aires, na Argentina, para a primeira etapa de uma missão econômica na América do Sul, à frente de uma delegação com mais de 100 empresas italianas, viagem que também incluirá uma passagem por São Paulo.
Em artigo publicado no jornal La Nación, o chanceler defendeu a construção de "uma forte aliança econômica com base em raízes comuns". "A Itália e a Argentina estão unidas por um laço de amizade sem igual, alimentado também pela presença de mais de 1 milhão de cidadãos italianos e de mais de 20 milhões de descendentes de origem italiana neste país. Cada vez que chego a Buenos Aires, é impossível não me sentir imediatamente em casa", escreveu.
Tajani afirmou que a América Latina é uma "região prioritária para a política externa italiana" e que a Argentina é o "interlocutor privilegiado" e um "ponto de referência para reforçar nossa presença na área", com base no plano de ação firmado no ano passado pela premiê Giorgia Meloni e pelo presidente Javier Milei.
O ministro também classificou o acordo entre União Europeia e Mercosul como "um marco histórico". "É o maior acordo de livre comércio já negociado pela Comissão Europeia, que conecta 31 países, cerca de 730 milhões de consumidores e um quarto do PIB mundial. Uma verdadeira revolução diplomática", destacou Tajani, ressaltando as "grandes oportunidades" geradas pela parceria entre os dois blocos.
Segundo ele, mais de 300 empresas com capital italiano já operam na Argentina, em setores como automotivo, de infraestrutura, construção e manufatura. "Queremos trabalhar cada vez mais também no setor espacial e na inteligência artificial. E há os setores cada vez mais cruciais dos minerais críticos e da energia", disse.
Tajani citou os aportes italianos no campo de gás de Vaca Muerta, que recebe o maior investimento privado da história argentina. "Nossas empresas estão prontas para investir na Argentina e no Mercosul, e queremos trazer cada vez mais os amigos argentinos para investir na Itália", salientou.
A missão inclui ainda conversas sobre cooperação cultural, universitária, jurídica e de defesa, de olho na "modernização das Forças Armadas". "E, naturalmente, falaremos de diplomacia esportiva e da profunda ligação que nos une por meio do esporte. Muitas peças, todas igualmente importantes, desse extraordinário mosaico que é a relação entre Itália e Argentina", concluiu.
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