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Arcebispo nomeado pelo papa Leão XIV é ordenado na China

Iniciativa acontece no âmbito de acordo entre Pequim e Santa Sé

8 set 2026 - 08h19
(atualizado às 09h02)
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Resumo
O padre Andrea Ding Yang foi ordenado arcebispo de Chongqing fruto do acordo entre a Santa Sé e a China. A nomeação pelo papa Leão XIV seguiu o controverso tratado de 2018, que criou um mecanismo conjunto de consulta para escolher bispos, buscando unificar a comunidade católica local após décadas de divisão entre a ala clandestina e a estatal. O ato marca um novo avanço nas relações bilaterais, rompidas desde 1951, embora o pacto ainda enfrente críticas de setores conservadores da Igreja.

O padre Andrea Ding Yang foi ordenado arcebispo de Chongqing, na China, em cerimônia realizada nesta terça-feira (8), como parte do controverso acordo entre o país asiático e a Santa Sé.

Papa Leão XIV visita basílica em Roma, na Itália
Papa Leão XIV visita basílica em Roma, na Itália
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A nomeação havia sido feita pelo papa Leão XIV em 28 de julho, após a aprovação da candidatura nos termos do tratado.

Ding Yang tem 44 anos e nasceu no distrito de Hechuan, em Chongqing. Com exceção de um breve período de estudos em Roma, entre 2014 e 2015, passou toda a sua vida eclesiástica na China.

A ordenação episcopal, confirmada pela Sala de Imprensa do Vaticano, representa mais um passo na delicada relação entre o papado e Pequim, marcada pela histórica disputa sobre o controle da Igreja Católica no país.

O acordo provisório, assinado em 2018, ainda no pontificado de Francisco, e renovado periodicamente, estabelece um mecanismo de consulta para a nomeação de bispos na China. Desde então, diversas ordenações ocorreram dentro desse tratado, que é visto pelo Vaticano como um instrumento para garantir a unidade da Igreja e o diálogo com as comunidades católicas chinesas.

Até a assinatura do acordo, os bispos na China eram escolhidos à revelia da Santa Sé. Os dois lados romperam relações diplomáticas em 1951, quando o Vaticano reconheceu a independência de Taiwan, ilha que é vista por Pequim como uma "província rebelde".

Durante décadas, católicos chineses viveram divididos entre uma conferência de bispos escolhida pelo Partido Comunista e um braço da Igreja Apostólica Romana que atuava na clandestinidade.

O tratado, no entanto, é alvo de críticas no clero conservador por não garantir à Santa Sé a mesma autonomia que ela possui em outros países.

Ansa - Brasil
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