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Surge esperança de avanços após as primeiras negociações entre EUA e Irã em meses

23 set 2026 - 08h07
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Resumo
EUA e Irã retomaram negociações indiretas via Catar durante a Assembleia Geral da ONU, gerando expectativas para o fim do conflito que já dura quase sete meses no Oriente Médio. Donald Trump classificou os contatos como produtivos, enquanto Teerã exigiu o fim da guerra e das agressões norte-americanas para um acordo. O avanço diplomático ajudou a conter os preços globais do petróleo, mantendo o barril de Brent abaixo de US$ 100, apesar da ausência de mudanças explícitas nas posições de ambos.

As primeiras negociações indiretas entre os Estados Unidos e o Irã em meses suscitaram esperanças, nesta quarta-feira, de que os adversários possam avançar no sentido de pôr fim à guerra no Oriente Médio, embora nenhum dos lados tenha explicitado qualquer mudança em suas posições.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, e ⁠os enviados dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, se comunicaram por meio de ‌mediadores à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova York — o primeiro contato desse tipo desde que um acordo provisório de cessar-fogo fracassou em julho.

"Steve e ‌Jared tiveram hoje uma reunião muito produtiva com ‌mediadores do Irã, apenas mediadores. Vamos ver o que acontece com isso", ⁠disse o presidente dos EUA, Donald Trump. "Eles vêm sendo mediados há algum tempo, mas acho que há um grande impulso para que cheguem a um acordo. É o que estamos ouvindo de todos."

Mais cedo, Trump havia dito à Assembleia Geral da ONU, em um discurso, que precisava decidir se faria um acordo com o Irã ‌ou se "aniquilaria" o país. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, vai discursar na assembleia na ‌quarta-feira.

O porta-voz do Ministério ⁠das Relações Exteriores do ⁠Irã, Esmail Baghaei, disse que Teerã havia se envolvido em negociações com os Estados Unidos ⁠por meio de um mediador do Catar ‌em Nova York e transmitido ‌suas condições, incluindo o fim da guerra em todas as frentes e a suspensão dos "atos de agressão" dos EUA.

Alguns veículos de mídia estatais iranianos noticiaram anteriormente que Araqchi e Witkoff haviam se encontrado, mas autoridades iranianas esclareceram à Reuters ⁠que não se tratou de um encontro presencial. Araqchi se reuniu com o primeiro-ministro do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, que tem sido um dos principais mediadores em negociações anteriores.

PREÇOS DO PETRÓLEO PERMANECEM NA MÍNIMA DE DUAS SEMANAS

A abertura diplomática ajudou a manter os preços ‌do petróleo próximos às mínimas de duas semanas, com o petróleo Brent agora se mantendo logo abaixo do patamar de US$100 por barril que havia ultrapassado ⁠neste mês, depois que combatentes houthis no Iêmen lançaram uma grande ofensiva e dispararam contra a Arábia Saudita.

A guerra, iniciada por Trump em fevereiro ao lado de Israel como "Operação Fúria Épica", já dura quase sete meses, matando milhares de pessoas, perturbando o abastecimento global de energia e se espalhando para outros países da região — primeiro para o Líbano e, mais recentemente, para o Iêmen.

Trump repetiu afirmações anteriores de que a guerra poderia terminar por volta das eleições de meio de mandato dos EUA em novembro, embora não tenha explicado o motivo.

Desde que as negociações diplomáticas foram interrompidas em julho, os lados têm trocado disparos repetidamente, embora Trump tenha evitado uma retomada total dos ataques após receber a informação de seus comandantes militares de que os estoques de munição estavam se esgotando.

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