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Starmer diz que Reino Unido não pode ignorar a China, enquanto Trump critica acordos com Pequim

30 jan 2026 - 11h13
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O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou nesta sexta-feira que seria insensato o Reino Unido não se engajar com a China, rejeitando uma declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, ‌de que seria perigoso fazer negócios com Pequim.

Starmer é o mais recente líder ocidental a visitar a ‌China em busca de proteção econômica e geopolítica contra a imprevisibilidade de Trump, o que irritou o líder norte-americano. Na semana passada, Trump ameaçou impor tarifas ao Canadá depois que o primeiro-ministro Mark Carney fechou acordos econômicos com Pequim.

As três horas de conversações entre Starmer e o presidente Xi Jinping ‍na quinta-feira resultaram em um acordo para a China reduzir as tarifas sobre o uísque britânico e flexibilizar as regras de visto. O Reino Unido também viu um progresso no acesso ao mercado para o seu setor de serviços profissionais.

"Seria imprudente simplesmente dizer que vamos ignorar ‌a China", disse Starmer à BBC em entrevista em Xangai, destacando ‌a recente visita do presidente francês Emmanuel Macron ao país asiático e uma viagem planejada pelo chanceler alemão Friedrich Merz.

"O fato de o Reino Unido ser o único país a se recusar a participar não seria do nosso interesse nacional."

TRUMP SE OPÕE A LAÇOS ESTREITOS COM A CHINA

Em Washington, respondendo a perguntas sobre laços mais estreitos entre o Reino Unido e a China, Trump disse: "Bem, é muito perigoso para eles fazerem isso". O presidente não deu mais detalhes.

Starmer afirmou que a relação entre o Reino Unido e os EUA é muito próxima e que Washington foi informada sobre sua visita.

O próprio Trump planeja viajar para a China em abril.

O Ministério das Relações Exteriores da China não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários sobre a declaração de Trump.

O governo trabalhista de centro-esquerda de Starmer tem tido dificuldades para cumprir as promessas de impulsionar o crescimento desde que assumiu o poder, em julho de 2024, e fez da melhoria das relações com a segunda maior economia do mundo uma prioridade.

"Esta visita foi um verdadeiro sucesso, particularmente na abertura do mercado", ‌disse ele à BBC no último dia de sua visita.

"Temos uma delegação empresarial composta por 60 líderes, e basta passar cinco minutos com eles para perceber a diferença que isso fará para a nossa economia."

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