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Síria condena primo do ex-ditador Bashar al-Assad à morte

Condenação pode ser objeto de recurso ante o Tribunal de Cassação, a principal instância judicial síria

18 ago 2026 - 10h55
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Esta foto, fornecida pela agência oficial de notícias síria SANA nesta terça-feira, 18, mostra o juiz Fakhr al-Din al-Aryan (ao centro) durante a sentença de Wassim al-Assad (à direita).
Esta foto, fornecida pela agência oficial de notícias síria SANA nesta terça-feira, 18, mostra o juiz Fakhr al-Din al-Aryan (ao centro) durante a sentença de Wassim al-Assad (à direita).
Foto: Divulgação/AFP / Estadão

A Justiça da Síria condenou nesta terça-feira, 18, à morte, por "crimes contra a humanidade e de guerra", Wassim al-Assad, um primo detido do ex-ditador Bashar Assad, que recebeu a mesma pena há uma semana em um julgamento à revelia.

O juiz Fakhr al Din al Aryan declarou Wassim al-Assad culpado de assassinatos, "homicídios dolosos de várias pessoas", acompanhados de atos de tortura e brutalidade. "Portanto, foi condenado à morte", afirmou.

Em abril, a Síria iniciou processos contra Bashar al-Assad, refugiado na Rússia, e outras autoridades de sua administração pelas atrocidades cometidas durante a guerra civil iniciada em 2011 com uma repressão brutal às manifestações pró-democracia.

Wassim al-Assad é o primeiro membro do clã a ser julgado presencialmente. Ele foi detido em junho, perto da fronteira com o Líbano.

A guerra, com a participação de vários países, devastou o país entre 2011 e 2024 e deixou mais de meio milhão de mortos, milhões de deslocados e dezenas de milhares de desaparecidos.

O tribunal considerou que Wassim al-Assad havia formado dois grupos armados fiéis ao antigo regime, que executaram ataques fatais nas imediações de Damasco. Também o declarou culpado de incitação à guerra civil.

Outras acusações, por tráfico de drogas, foram abandonadas por falta de evidências suficientes.

Embora não ocupasse um cargo de alto escalão, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou Wassim al-Assad em 2023, acusado de comandar uma unidade paramilitar e de ser "uma figura-chave da rede regional de narcotráfico".

A condenação pode ser objeto de recurso ante o Tribunal de Cassação, a principal instância judicial síria. As novas autoridades sírias, que chegaram ao poder em dezembro de 2024, assumiram o compromisso de levar os responsáveis pelos crimes cometidos sob o regime de Assad aos tribunais.

Na terça-feira passada, 11, Bashar al-Assad e seis ex-comandantes do Exército e das forças de segurança foram condenados à morte à revelia por crimes cometidos durante o período. /AFP

Estadão
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