Setor naval internacional declara Hormuz e Golfo como 'zonas de guerra'
20 mil marinheiros e 15 passageiros seguem retidos na região
O setor naval internacional classificou nesta quinta-feira (5) o Estreito de Ormuz, o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico como "zonas de guerra". O atual conflito na região deixou milhares de marinheiros e passageiros retidos, assim como cerca de mil navios.
A decisão, tomada após uma reunião de sindicatos globais e de empresas de navegação, se deve à escalada militar no Oriente Médio, iniciada no sábado (28) no Irã, mas que se alastrou a países vizinhos, e aos riscos crescentes para a navegação comercial, considerando os inúmeros navios bloqueados na região.
Em comunicado conjunto, a Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF) e as principais empresas de navegação declararam que a designação como "'zona de conflito' oferece aos marítimos o mais alto nível de segurança possível e também lhes garante o direito de recusar o embarque, a possibilidade de repatriação às custas do armador e vários bônus e subsídios".
Segundo a Organização Marítima Internacional (OMI), agência das Nações Unidas responsável pela segurança no mar, cerca de 20 mil marinheiros e 15 mil passageiros de cruzeiro estão atualmente retidos no Golfo.
Já em relação aos navios, cerca de mil estão bloqueados no Estreito de Hormuz, sendo a metade voltada ao transporte de petróleo e gás, informou Sheila Cameron, diretora executiva da Lloyd's Market Association, entidade que representa as seguradoras no mercado Lloyd's de Londres. Ela frisou que o valor de carga parado supera US$ 25 bilhões. .