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Senadores dos EUA condenam programa de envio de médicos de Cuba como tráfico de pessoas

10 jan 2019
21h03
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Por Jason Fields

Senador norte-americano Marco Rubio fala com jornalistas em Washington
13/12/2018 REUTERS/Joshua Roberts
Senador norte-americano Marco Rubio fala com jornalistas em Washington 13/12/2018 REUTERS/Joshua Roberts
Foto: Reuters

WASHINGTON (Thomson Reuters Foundation) - O programa cubano que exporta médicos para outros países do mundo se qualifica como tráfico de pessoas, segundo uma resolução apresentada no Senado dos EUA nesta quinta-feira.

A resolução cita especificamente cerca de 8,3 mil médicos cubanos que estavam recentemente alocados no Brasil sob um contrato com o governo de Cuba, no âmbito do programa Mais Médicos.

Em novembro, Cuba retirou os médicos do Brasil depois de críticas do então presidente eleito, Jair Bolsonaro, que classificou o programa de "trabalho escravo". Bolsonaro tomou posse em 1º de janeiro.

Bolsonaro criticou o fato do governo de Cuba ficar com a maior parte dos salários pagos aos médicos e que os profissionais não tinham permissão de trazer seus familiares ao Brasil.

Cuba possui um respeitado serviço de saúde e arrecada divisas externas enviando mais de 50 mil trabalhadores de saúde para mais de 60 países.

A condenação --apresentada por iniciativa do senadores Bob Menendez, democrata de Nova Jersey, e Marco Rubio, republicano da Flórida-- é em grande medida simbólica, tendo como objetivo chamar atenção para a situação, e não penalizar ninguém.

"As informações recentes vindas do Brasil mostram que o governo cubano lucra com suas missões médicas estrangeiras patrocinadas pelo Estado, que são vendidas como diplomacia médica, mas se parecem muito mais com servidão contratada", disse Menendez em um comunicado.

Os Estados Unidos e Cuba possuem relações conturbadas desde que o falecido líder Fidel Castro assumiu o poder na revolução de 1959.

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