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Sede do governo da Ucrânia é alvo de ataques russos 'recordes'

Bombardeios deixaram 4 mortos e 44 feridos pelo país

7 set 2025 - 11h04
(atualizado às 16h02)
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Um novo ataque russo contra Kiev neste domingo (7) danificou o palácio do governo do país, anunciou a primeira-ministra da Ucrânia, Yulia Svyrydenko. Além disso, o país também acusa as forças de Moscou de um bombardeio recorde, com mais de 820 drones e mísseis. Líderes europeus criticam a ofensiva em meio às negociações de paz.

Sede do governo da Ucrânia foi alvo de ataques russos neste domingo
Sede do governo da Ucrânia foi alvo de ataques russos neste domingo
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"O telhado e os andares superiores [do edifício que abriga a sede do governo] foram danificados por um ataque inimigo. Equipes de resgate estão apagando o incêndio", informou Svyrydenko.

Segundo a aeronáutica ucraniana, a Rússia disparou entre a noite de sábado (6) e a manhã deste domingo, ao menos 823 drones e 13 mísseis, o que foi considerado um "recorde" por Kiev.

Pelo menos quatro pessoas morreram, incluindo um recém-nascido, e dezenas ficaram feridas em diversas regiões do país, que além de Kiev, também foram registrados ataques em Sumy e Dnipropetrovsk. A ofensiva fez as autoridades declararem "estado de emergência durante as primeiras horas" do dia.

A União Europeia condenou os bombardeios, que aconteceram em meio às tentativas de negociação de um cessar-fogo entre as partes.

"Na noite passada, a Rússia lançou um dos seus maiores ataques com drones e mísseis contra a Ucrânia, atingindo prédios governamentais e residências de civis. Mais uma vez, o Kremlin está zombando da diplomacia, atropelando o direito internacional e matando indiscriminadamente", escreveu no X a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, acrescentando que "a Europa está e continuará a estar completamente ao lado de Kiev".

Já o presidente do Conselho Europeu, António Costa, ironizou a atitude do mandatário russo, Vladimir Putin.

"Falar sobre paz enquanto intensifica os bombardeios e ataques a prédios e casas do governo: esta é a versão de 'paz' de Putin", afirmou Costa também no X.

Para a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, "a Rússia parece mais interessada em intensificar seus ataques contra a Ucrânia do que em buscar um fim negociado para as hostilidades".

"Ao lado do povo ucraniano, a Itália, juntamente com seus parceiros ocidentais, continuará a fazer a sua parte para que as demandas por uma paz justa e duradoura prevaleçam sobre as de uma agressão indiscriminada", reforçou a premiê.

Por sua vez, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, revelou que conversou com seu aliado, o presidente da França, Emmanuel Macron, para "adotar novas medidas de segurança" em seu território.

"Coordenamos nossos esforços diplomáticos, próximos passos e contatos com parceiros para garantir uma resposta adequada.

Juntamente com a França, estamos preparando novas medidas para fortalecer nossa defesa", disse Zelensky, confirmando que "infelizmente quatro pessoas morreram e 44 ficaram feridas" em meio aos ataques russos.

Em nota, o Ministério da Defesa de Moscou afirmou ter tido como alvo apenas instalações militares e infraestrutura relacionada.

As forças russas "atingiram locais do complexo militar-industrial ucraniano e de infraestrutura de transporte", declarou a pasta do governo Putin. 

Ansa - Brasil
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