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Secretário da ONU promete doação de US$1 bilhão para afegãos

Promessa foi divulgada após conferência para ajudar Afeganistão

13 set 2021 15h56
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O secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou nesta segunda-feira (13) que mais de US$1 bilhão foram prometidos para ajudar os afegãos, mas afirmou que é "impossível" dizer qual parcela deste dinheiro será direcionada para as Nações Unidas.
    "Não posso dar cifras sobre o montante específico, mas levando em consideração o apelo, o apoio aos países vizinhos e outros programas, ouvimos promessas de cerca de US$1 bilhão", disse o diplomata português.
    A declaração foi dada no fim da conferência para debater a ajuda ao povo do Afeganistão, que vive uma crise após o grupo fundamentalista islâmico assumir o controle do país asiático.
    "O encontro correspondeu plenamente às minhas expectativas", acrescentou Guterres, destacando a ampla participação de ministros e representantes de organizações e o apoio unânime da comunidade internacional em reconhecer que "agora é a hora de se mobilizar".
    As promessas, no entanto, foram acompanhadas de exigências de que o Talibã tome medidas para respeitar os direitos humanos.
    Segundo o secretário da ONU, o povo afegão enfrenta "possivelmente seu momento mais perigoso" diante do "colapso de um país inteiro - tudo de uma vez só".
    "Apelo à comunidade internacional para encontrar meios para permitir uma injeção de liquidez na economia afegã, a fim de permitir à economia respirar e evitar um colapso que teria consequências devastadoras para o povo afegão e poderia desencadear um êxodo maciço, com as consequências que podem imaginar no que diz respeito à estabilidade dos países da região", afirmou.
    Após o retorno do Talibã, muitos países e organizações internacionais como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, bloquearam as contas afegãs e suspenderam os repasses humanitários.
    Um dos objetivos da conferência também é recolher da comunidade internacional US$606 milhões em auxílio humanitário para os afegãos. De acordo com Guterres, a própria ONU pretende levantar US$ 20 milhões de um fundo de ajuda de emergência para apoiar imediatamente a ação das agências humanitárias.
    O diplomata exigiu ainda acesso garantido ao país para encaminhar a ajuda e o pessoal, mas também um acesso seguro às zonas com maiores necessidades.
    Em seu breve discurso de abertura, Guterres insistiu também na "necessidade de salvaguardar os direitos das mulheres e das meninas no Afeganistão, incluindo o acesso à educação e a outros serviços essenciais".
    "Um dos pontos positivos no Afeganistão atualmente é uma nova geração de mulheres dirigentes e empresárias educadas, que se multiplicaram nas últimas duas décadas", insistiu, no momento em que o Talibã já começou a impor restrições às atividades das mulheres na nação.
    "As mulheres e as meninas afegãs querem assegurar-se de que o progresso não será apagado, de que as portas não vão fechar-se e de que a esperança não se extinguirá", declarou Guterres.
    Por fim, Guterres ressaltou que a ONU está "firmemente empenhada em fornecer ajuda humanitária à população afegã" e, para ele, a conferência "não é só sobre o que vamos dar aos afegãos, é também sobre o que devemos".
    "E é claro que estamos muito preocupados em garantir que a ajuda humanitária serve de alavanca para obter um verdadeiro compromisso dos talibãs em todos os outros aspetos que preocupam a comunidade internacional", como os direitos humanos, concluiu.
   

Ansa - Brasil   
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