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'Se a polícia intervir, matamos vocês': jornalistas comentam sobre invasão de criminosos a estúdio de TV no Equador

Criminosos interromperam o noticiário ao vivo do canal TC Televisión na semana passada

14 jan 2024 - 22h41
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 Equipe do canal de TV estatal TC Televisión rendida ao vivo.
Equipe do canal de TV estatal TC Televisión rendida ao vivo.
Foto: Reprodução

A equipe do canal de TV estatal TC Televisión, na cidade de Guayaquil, Equador, rendida ao vivo por homens armados encapuzados na terça-feira, 9, comentou em entrevista à TV Globo sobre as horas de terror dentro da emissora. 

Criminosos terroristas tomaram o canal e interromperam o noticiário ao vivo por volta das 14h (horário de Brasília). Armados, com gritos e disparos, amedrontando a todos. O Fantástico ouviu os jornalistas José Luis Calderón e Odalis Mikaela.

"Em nenhum momento senti medo. Com minha linguagem corporal e mental queria passar uma mensagem de conciliação e de calma. Juntei as mãos em um sinal de paz para que soubessem que não éramos uma ameaça", contou. 

Várias dinamites foram colocadas no bolso do terno do Calderón, que mesmo com os explosivos junto ao corpo pediu calma aos invasores. Eles ordenaram que Calderón mandasse uma mensagem: "Se a polícia intervir, matamos vocês!".

Depois de horas de terror, a polícia chegou à sede da emissora. Logo em seguida, disparos e correria. Para tentar fugir, os bandidos fizeram seis reféns de escudos humanos e saíram do estúdio. "Nos obrigavam a gritar para que a polícia fosse embora, senão nos matavam”, relata Odalis Mikaela. 

As ações dos presos ocorrem um dia depois que José Adolfo Macías, conhecido como "Fito", um dos presos mais perigosos do país e líder do grupo criminoso Los Choneros, desapareceu da prisão onde estava cumprindo sentença de 34 anos.

Fonte: Redação Terra
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