Samsung não chega a acordo com sindicato; premiê sul-coreano diz que greve precisa ser evitada
A Samsung Electronics e seu sindicato não conseguiram chegar a um acordo salarial na quarta-feira, aumentando o risco de uma longa greve que ameaça não apenas a produção de chips e a posição da gigante dos semicondutores, mas também a saúde da economia sul-coreana, que depende da exportação.
O impasse ocorre após uma maratona de negociações mediadas pelo governo na segunda e na terça-feira.
Ressaltando a angústia causada pela possível greve, a Coreia do Sul convocou uma reunião de emergência para os ministros relacionados. Lá, o primeiro-ministro Kim Min-seok instruiu o governo a gerenciar de perto a situação "considerando a gravidade do impacto sobre a economia nacional", segundo um comunicado de seu gabinete.
Ele também pediu "apoio proativo para garantir que o diálogo entre o sindicato e a administração possa continuar, para que isso não leve a uma greve em nenhuma circunstância", acrescentou.
A economia tem se tornado cada vez mais dependente das crescentes exportações de chips. Os semicondutores foram responsáveis por 37% das exportações do país em abril, acima dos 20% registrados no ano anterior, de acordo com dados do governo.
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