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Rússia condena decisões da cúpula da Otan sobre ajuda à Ucrânia e defesa

8 jul 2026 - 21h01
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A Rússia condenou as decisões ‌da Otan em uma cúpula realizada na Turquia nesta quarta-feira, afirmando que elas poderiam ter consequências catastróficas, depois que a aliança anunciou ajuda militar à Ucrânia e reafirmou o compromisso dos membros com a defesa coletiva.

A porta-voz ⁠do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, ‌afirmou que as prioridades da Otan permanecem inalteradas: "a militarização do continente europeu, o foco no fortalecimento das capacidades ‌de defesa, a preparação para um ‌conflito armado com a Rússia e, é claro, ⁠a ajuda à Ucrânia".

"É uma pena, pois se os estrategistas da Otan tivessem parado para refletir por um momento, talvez não tivessem tomado decisões tão irresponsáveis que podem levar a uma catástrofe não apenas para a ‌aliança, mas para o mundo inteiro", disse Zakharova em comunicado ‌publicado no site ⁠do ministério.

Os ⁠membros da Otan presentes na cúpula prometeram 70 bilhões de euros em ⁠assistência militar à ‌Ucrânia para 2026.

Eles reafirmaram ‌seu "compromisso inabalável" com a defesa coletiva nos termos do Artigo 5 do pacto da aliança em uma declaração da cúpula e anunciaram acordos sobre armamentos no ⁠valor de pelo menos US$50 bilhões.

Em seus comentários, Zakharova disse que as "fissuras" entre os Estados Unidos e seus parceiros da Otan "não desapareceram".

"Nesse contexto, os norte-americanos não escondem sua decepção com o ‌bloco do Atlântico Norte", escreveu ela.

"A questão da Groenlândia não está sendo resolvida de acordo com o cenário ⁠norte-americano. Há também ressentimento pelo fato de que os membros da aliança, na visão de Washington, não agiram de forma solidária quando os Estados Unidos precisavam de seu apoio."

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, em entrevista à Reuters, disse que as desavenças entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e outros líderes da Otan demonstraram a força democrática da aliança e devem servir de lição para o presidente russo, Vladimir Putin.

"Eu diria a Putin: você mesmo deveria ter mais discussões, abertamente", disse Rutte à Reuters.

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