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Rússia acusa Ucrânia de tentar adquirir armas nucleares com ajuda do Reino Unido e da França

24 fev 2026 - 11h09
(atualizado às 14h07)
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A Rússia acusou a Ucrânia nesta ‌terça-feira de tentar obter uma arma nuclear com a ajuda do Reino Unido e da França, uma alegação que Kiev classificou como uma mentira absurda.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da França disse que a alegação era "desinformação flagrante". Um porta-voz ⁠do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse: "Não há verdade nisso".

O presidente ‌ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, já havia criticado a decisão de Kiev de abrir mão de seu antigo arsenal nuclear soviético na ‌década de 1990 sem obter garantias ‌de segurança adequadas e vinculativas. Mas Kiev afirmou que ⁠não pretende readquirir armas nucleares e respeita todos os tratados internacionais.

AMEAÇAS NUCLEARES

Em uma declaração publicada no quarto aniversário da guerra, o serviço de inteligência estrangeira SVR da Rússia disse que o Reino Unido e a França acreditavam que a Ucrânia seria ‌capaz de garantir condições mais favoráveis para o fim da ‌guerra se possuísse "uma bomba ⁠nuclear ou, ⁠pelo menos, uma chamada 'bomba suja'". Não incluiu provas documentais para sustentar sua afirmação.

Uma ⁠bomba suja é um ‌dispositivo explosivo com material ‌radioativo que pode contaminar uma vasta área. Mas é completamente diferente de uma arma atômica concebida para provocar uma enorme explosão nuclear.

O SVR afirmou que Londres e Paris estavam "trabalhando ⁠ativamente" no fornecimento de armas nucleares e sistemas de lançamento à Ucrânia, enquanto faziam parecer que Kiev as havia obtido por conta própria.

Heorhii Tykhyi, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, disse à ‌Reuters: "Para que conste: a Ucrânia já negou essas alegações absurdas da Rússia muitas vezes antes, e nós as negamos oficialmente ⁠novamente agora".

Ao longo do conflito, Moscou emitiu repetidamente ameaças nucleares veladas para dissuadir o Ocidente de ir longe demais em seu apoio à Ucrânia.

"Mais uma vez, alertamos para os riscos de um confronto militar direto entre potências nucleares e, desse modo, para suas consequências potencialmente terríveis", disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em um comunicado.

Agências de notícias russas citaram o assessor do Kremlin Yuri Ushakov dizendo que Moscou informaria os Estados Unidos sobre o assunto e que isso teria um impacto nas negociações mediadas pelos EUA para acabar com a guerra na Ucrânia.

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