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Reuniões com Trump que terminaram em ‘fiasco’ explicam tensão de encontro com Lula

Republicano tem histórico de declarações ácidas à líderes estrangeiros

7 mai 2026 - 12h25
(atualizado às 13h16)
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Trump e Lula durante reunião na Malásia, em 26 de outubro
Trump e Lula durante reunião na Malásia, em 26 de outubro
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O presidente norte-americano Donald Trump é conhecido por seus posicionamentos polêmicos e declarações ácidas em diversos momentos, inclusive em encontros com outros líderes estrangeiros. 

A tensão também se estende para a reunião que deve ocorrer nesta quinta-feira, 7, na Casa Branca, em Washington, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A expectativa é que o encontro seja marcado por discussões sobre comércio, segurança, geopolítica e economia. 

Algumas conversas olho a olho com Trump terminaram em ‘fiasco’ e reverberaram no mundo todo, como bate boca que ocorreu com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. O Terra listou algumas dessas reuniões que constrange líderes estrangeiros. 

Reino Unido: ‘Liberdade de expressão’

Em fevereiro de 2025, Trump e seu vice, J. D. Vance, receberam o premier britânico Keir Starmer. Na ocasião, a dupla estadunidense confrontou Starmer a respeito das regulações das redes sociais americanas no Reino Unido. 

“Sabemos que houve violações à liberdade de expressão que, na verdade, afetam não apenas os britânicos, mas também afetam empresas de tecnologia americanas e, por extensão, cidadãos americanos”, declarou Vance. 

O premier rebateu, dizendo que as ações do governo britânico não afetam os cidadãos norte-americanos. Ele alegou ainda que o Reino Unido tem um histórico de respeito à liberdade de expressão de “muito, muito tempo”.

África do Sul: ‘genocídio branco’

Já em maio, o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, foi recebido e confrontado por Trump sobre um suposto “genocídio branco”. Na reunião, o presidente norte-americano abaixou as luzes para exibir uma série de vídeos que “provariam” que há “um banho de sangue” no país, incluindo de agricultores e fazendeiros brancos. 

O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e o presidente dos EUA, Donald Trump, trocam palavras durante um encontro no Salão Oval da Casa Branca, em 21 de maio de 2025, em Washington, D.C. As relações entre os dois países estão tensas desde que Trump assinou um decreto em fevereiro, que alegou que os sul-africanos brancos são vítimas de confisco de terras pelo governo e de "genocídio" racial, ao mesmo tempo em que admitiu alguns desses africâneres como refugiados nos Estados Unidos. Trump também suspendeu toda a ajuda externa à África do Sul e expulsou o embaixador do país nos EUA, Ebrahim Rasool
O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e o presidente dos EUA, Donald Trump, trocam palavras durante um encontro no Salão Oval da Casa Branca, em 21 de maio de 2025, em Washington, D.C. As relações entre os dois países estão tensas desde que Trump assinou um decreto em fevereiro, que alegou que os sul-africanos brancos são vítimas de confisco de terras pelo governo e de "genocídio" racial, ao mesmo tempo em que admitiu alguns desses africâneres como refugiados nos Estados Unidos. Trump também suspendeu toda a ajuda externa à África do Sul e expulsou o embaixador do país nos EUA, Ebrahim Rasool
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images

Ramaphosa assistiu a tudo em silêncio, claramente desconfortável. “Gostaria de saber onde fica isso, porque nunca vi isso”, disse Ramaphosa, sugerindo, que Trump estava sendo enganado. 

O sul-africano pontuou que houve assassinatos de agricultores brancos, mas dados policiais na África do Sul mostram que eles não são mortos em uma taxa maior do que outros sul-africanos. 

Trump insistiu, sem provas: “Vocês estão tirando as terras das pessoas e, em muitos casos, essas pessoas estão sendo executadas”. Então, Ramaphosa rebateu o comentário, dizendo que o país tem uma “política governamental completamente contrária ao que ele estava dizendo”. 

Ele destacou que seu ministro da Agricultura é branco e “se juntou ao meu governo a meu convite para abordar essa mesma questão que você acabou de levantar”. 

Ucrânia: Bateu boca com Zelensky

Em fevereiro, Trump e Zelensky tiveram uma discussão no Salão Oval da Casa Branca, em um encontro com o objetivo de suavizar a divisão e selar um acordo exigido pelo norte-americano, no qual a Ucrânia entregaria muitos bilhões de dólares em direitos minerais para pagar a ajuda militar fornecida pelos EUA desde a invasão total da Rússia em 2022. 

Foto: Getty Images

A conversa começou tranquila, no entanto, quando o presidente ucraniano chamou Vladimir Putin de assassino. Foi enquanto que Vance se intrometeu e disse que a atitude dele era desrespeitosa. 

“Acho desrespeitoso o senhor vir ao Salão Oval para tentar advogar em causa própria na frente da mídia americana. Você deveria estar agradecendo ao presidente”, declarou. 

Nesse momento, Zelenski respondeu dizendo que os EUA poderiam se sentir ameaçados pela Rússia algum dia. “Vocês têm um belo oceano e não se sentem ameaçados agora, mas se sentirão no futuro”, afirmou. 

Então, Trump o interrompeu. “Você não está em uma boa posição, você não tem as cartas no momento”,respondeu, acrescentando ainda: “Vocês estão apostando na Terceira Guerra Mundial”. 

Então, em meio à discussão, Trump ameaçou Zelenski: “Ou você fecha o acordo ou estamos fora. O seu país está em apuros. Você não está vencendo”. 

Canadá: ‘Não está a venda’

Em maio de 2025, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, esteve com Trump na Casa Branca. A conversa começou amigável, mas mudou de tom quando o republicado começou a falar sobre como o Canadá deveria ser parte dos EUA. 

O primeiro-ministro canadense Mark Carney em visita a Donald Trump na Casa Branca
O primeiro-ministro canadense Mark Carney em visita a Donald Trump na Casa Branca
Foto: Anna Moneymaker /GettyImages

“Como vocês sabem, no mercado imobiliário, existem alguns lugares que não estão à venda”, disse Carney. Em seguida, ele acrescentou: “A oportunidade está na parceria”. Após o líder canadence falar, Trump declarou: "Nunca diga nunca”, Trump.

Fonte: Portal Terra
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