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Região italiana anuncia taxa sobre cães de moradores e de turistas

Alvo de críticas, medida busca viabilizar limpeza de ruas

25 set 2025 - 13h38
(atualizado às 14h11)
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Uma província do extremo-norte da Itália provocou polêmica nesta semana ao anunciar a intenção de introduzir um imposto sobre cachorros residentes e uma "taxa de estadia" para cães de turistas.

Homem com cachorro no colo em Bolzano, no extremo-norte da Itália
Homem com cachorro no colo em Bolzano, no extremo-norte da Itália
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

As medidas estão em um projeto de lei apresentado pelo secretário de Turismo de Bolzano, Luis Walcher, e, salvo imprevistos, devem entrar em vigor em 2026.

A iniciativa prevê uma taxa de 1,5 euro (R$ 9,3) por dia para cachorros de turistas e um imposto anual de 100 euros (R$ 624) para cães residentes em Bolzano, província também conhecida como Alto Ádige e famosa pelas paisagens montanhosas dos Alpes italianos e pelos lagos de águas turquesas e cristalinas.

Segundo o governo local, o objetivo é utilizar o dinheiro arrecadado para a limpeza das ruas e para construir áreas dedicadas a cachorros, mas o projeto é alvo de críticas.

"É um verdadeiro gol contra da província", disse Carla Rocchi, presidente da Associação Nacional de Proteção dos Animais (Enpa). "Essa ação não apenas penaliza as famílias e os turistas que escolhem viajar com seus cães, mas também manda uma mensagem profundamente errada: transformar os animais em caixas eletrônicos", acrescentou.

A Organização Internacional para a Proteção dos Animais (Oipa) fez coro e afirmou que a decisão de Bolzano arrisca "desestimular o turismo pet-friendly". "O decoro urbano pode e deve ser garantido por meio de controles eficazes por parte das autoridades competentes e da aplicação de multas contra quem não respeita as regras, e não com novas taxas", salientou a entidade.

Bolzano já havia provocado polêmica anteriormente, ao exigir exame de DNA obrigatório para todos os cachorros residentes na província, com o objetivo ambicioso de identificar os responsáveis por deixar fezes de cães nas ruas. Até hoje, apenas 12 mil dos cerca de 30 mil cachorros registrados no Alto Ádige tiveram o DNA cadastrado.

Ansa - Brasil
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