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Recém-nascido morre de hipotermia após desembarque na ilha de Lampedusa

Barco com mais de 50 migrantes foi resgatado pelas autoridades italianas

16 mai 2026 - 09h49
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Um bebê de um mês morreu de hipotermia pouco depois de a embarcação que transportava sua mãe e mais de 50 migrantes ser resgatada pela Guarda de Finanças da Itália e levada à ilha de Lampedusa, no sul do país.

    Segundo as autoridades locais, o recém-nascido foi levado em estado crítico ao ambulatório local junto com a mãe, mas não resistiu. Médicos confirmaram o óbito.

    O desembarque ocorreu por volta das 4h30 da manhã (horário local) no cais de Favarolo, após o resgate de 55 migrantes realizado pela embarcação V1307 da Guarda de Finanças.

    O grupo era composto por pessoas originárias de Camarões, Costa do Marfim, Gâmbia, Guiné, Mali, Nigéria e Serra Leoa, entre elas sete mulheres e seis menores.

    De acordo com os profissionais de saúde que participaram da triagem médica no porto, alguns dos migrantes apresentavam sinais de violência física nos braços e nas costas.

    Francesco D'Arca, responsável pelo ambulatório de Lampedusa, confirmou que tanto homens quanto mulheres mostravam marcas compatíveis com agressões sofridas antes da travessia.

    "O recém-nascido tinha um mês de idade e morreu de hipotermia.

    Quando chegou ao ambulatório, o médico responsável pela reanimação realizou todos os procedimentos necessários, mas sem sucesso", acrescentou D'Arca.

    A Procuradoria de Agrigento abriu um inquérito para investigar a morte do bebê e confirmar oficialmente a hipotermia como causa do óbito. A mãe da criança deverá ser ouvida pelas autoridades para ajudar a reconstruir os detalhes da viagem e identificar em que momento o estado de saúde do recém-nascido se agravou.

    O corpo da criança, proveniente da Costa do Marfim, foi encaminhado ao necrotério do cemitério de Cala Pisana, em Lampedusa.

    A ONG alemã Sea Watch, cujo navio chegou ao porto de Brindisi com 166 pessoas resgatadas nos últimos dias, criticou as autoridades.

    "Enquanto o Estado ataca aqueles que salvam vidas no mar, investigando o capitão do Sea Watch, um recém-nascido de um mês chega a Lampedusa, morto nos braços da mãe após uma travessia de três dias. Quem pagará por essa injustiça?", questionou.

    De acordo com a instituição, uma investigação criminal foi aberta contra o capitão do navio de resgate Sea-Watch 5 "sob a acusação de facilitar a entrada ilegal de migrantes".

    A ilha italiana, localizada próxima ao norte da África, continua sendo um dos principais pontos de chegada de migrantes que tentam alcançar a Europa atravessando o Mar Mediterrâneo em embarcações precárias e sob condições extremas. .

Ansa - Brasil
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