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Protestos da Geração Z chegam à Alemanha, com milhares em manifestações

31 out 2026 - 13h52
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Resumo
Inspirados por mobilizações na Europa, jovens da Geração Z foram às ruas em várias cidades da Alemanha para exigir melhorias na educação, redução no custo de vida e o fim do alistamento militar obrigatório. Organizados pelo grupo "Gen Z regelt", os atos registraram adesão abaixo da esperada pelas autoridades. Embora pacíficos, os protestos geraram alertas de segurança contra a infiltração de extremistas e causaram divergências entre entidades estudantis tradicionais do país.

Milhares de pessoas em toda a Alemanha participaram ‌de manifestações neste sábado, quando um movimento liderado por jovens, inspirado em protestos em outras partes da Europa, saiu às ruas para exigir melhor educação e redução do custo de vida.

Os protestos seguem uma onda de manifestações lideradas pela Geração Z em toda a Europa neste ano. Na Sérvia, o ativismo liderado por estudantes ajudou a derrubar o líder de longa data do país nas urnas, enquanto ⁠os protestos na França degeneraram em tumultos e saques.

Os protestos alemães, organizados pelo grupo "Gen Z regelt", que ‌significa "A Geração Z assume o comando" em alemão, estão programados para ocorrer em 34 cidades, incluindo Berlim, Frankfurt e Munique. O grupo afirma se opor ao serviço militar obrigatório e quer maior investimento ‌em educação, já que muitos jovens alemães enfrentam dificuldades com ‌o aumento dos custos de vida.

Números oficiais divulgados na tarde deste sábado indicaram que o ⁠número de participantes ficou significativamente abaixo dos 182 mil inicialmente esperados pelos organizadores. A polícia de Frankfurt, Munique e Berlim registrou 6 mil manifestantes, em comparação com cerca de 36 mil indicados no site dos organizadores.

As autoridades alemãs afirmam que esperam que as manifestações deste sábado, que coincidem com as comemorações do Halloween, sejam em grande parte pacíficas, mas alertaram para tentativas de grupos extremistas de explorar ‌o movimento.

Partes da cena extremista da Alemanha e alguns grupos ligados a movimentos estrangeiros uniram esforços para mobilizar ‌apoio, segundo o Ministério Federal ⁠do Interior.

"Todos nós temos aquelas ⁠imagens da França em nossas mentes, saques, casas em chamas, veículos da polícia incendiados e ataques a policiais", ⁠disse Roman Poseck, ministro do Interior do estado de Hesse, ‌cuja capital é Frankfurt, o ‌centro financeiro da Alemanha.

"A França não deve ser apresentada como modelo nesse sentido."

Algumas empresas em várias cidades alemãs taparam as janelas com tábuas e planejaram fechar mais cedo antes das manifestações devido a preocupações com possíveis distúrbios, inclusive ao longo da luxuosa avenida comercial Kurfürstendamm, em Berlim.

GERAÇÃO ⁠Z ASSUME O COMANDO

Para os organizadores, o foco está no que eles consideram uma pressão crescente sobre as gerações mais jovens na maior economia da Europa.

"O governo não ofereceu nenhuma resposta às nossas preocupações, a não ser continuar fazendo cortes e impondo mais encargos sobre nós", disse Steve, um jovem de 18 anos que se pronunciaria em um ‌comício em Munique, dirigindo-se ao chanceler, Friedrich Merz.

"Continuaremos a exercer nosso direito fundamental de reunião até que você pare de nos ignorar."

Os protestos ocorrem em um momento em que a Alemanha luta para ⁠reativar o crescimento econômico e enfrenta pressão crescente sobre as aposentadorias e os serviços públicos, à medida que a geração baby boom se aposenta e a população em idade produtiva diminui.

No entanto, surgiram questionamentos sobre quem está por trás da campanha e se ela é realmente liderada pelos jovens, dada a ampla diversidade de grupos políticos e da sociedade civil envolvidos.

A organização nacional alemã que reúne estudantes do ensino médio, a BSK, distanciou-se da iniciativa e planeja realizar um dia de protesto separado em 20 de novembro.

"Estamos nos distanciando do 'Gen Z regelt', mas não dos próprios estudantes, que têm preocupações legítimas", disse a secretária-geral da BSK, Amy Kirchhoff, na quinta-feira.

Sean Baker, estudante da Universidade Técnica de Berlim, disse que participará dos protestos no sábado para chamar a atenção para o mau estado dos prédios do campus.

"Quando você entra e vai até as salas, parece um prédio abandonado", disse ele à Reuters. "No entanto, é aqui que se espera que estudemos regularmente."

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