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Primeiro-ministro de Malta deve renunciar em meio à crise de assassinato de jornalista

29 nov 2019
13h47
atualizado às 14h17
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O primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, disse a seus colaboradores que planeja renunciar por conta da crise política e jurídica decorrente do assassinato da jornalista Daphne Caruana Galizia, noticiou o Times of Malta nesta sexta-feira.

O porta-voz de Muscat não confirmou nem negou a reportagem. O Partido Trabalhista cancelou um evento marcado para domingo no qual Muscat deveria falar.

O chefe e dois membros do gabinete de Muscat já se afastaram nesta semana por causa do caso do assassinato, que ameaça derrubar a elite do país.

Caruana Galizia, a jornalista que investigou casos de corrupção, foi vítima da explosão de uma bomba em seu carro em 16 de outubro de 2017. Sua família exigiu nesta sexta-feira que Muscat renuncie, depois que seu braço direito Keith Schembri foi libertado durante a noite.

Schembri, que deixou o cargo de chefe de gabinete de Muscat e foi detido para ser interrogado nesta semana, nega irregularidades. A polícia disse que não precisava mais dele na investigação.

A família de Caruana Galizia disse que Muscat não deve presidir uma investigação que envolva três de seus colaboradores mais próximos.

"Essa farsa da Justiça está envergonhando nosso país, destruindo nossa sociedade e nos degradando. Não pode mais continuar", disse a família em comunicado.

Muscat rejeitou anteriormente apelos para renunciar.

"Não abdicarei de minhas responsabilidades. Malta precisa de liderança estável e continuarei a tomar decisões no interesse do país e não protegerei ninguém", afirmou.

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