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Primeiro avião com repatriados do Afeganistão chega à Itália

Contingente é formado sobretudo por pessoal diplomático

16 ago 2021 10h31
| atualizado às 10h46
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Aterrissou em Roma nesta segunda-feira (16) o primeiro voo de repatriação de italianos que estavam no Afeganistão.

Avião chegou no terminal 5 do Aeroporto Leonardo da Vinci
Avião chegou no terminal 5 do Aeroporto Leonardo da Vinci
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Proveniente de Cabul, o avião KC-767 da Aeronáutica Militar pousou no Aeroporto Leonardo da Vinci, em Fiumicino, na província de Roma, às 14h28 (horário local), com 74 pessoas a bordo.

O contingente é formado sobretudo por funcionários da embaixada italiana no Afeganistão e outros cidadãos que viviam no país, mas também inclui cerca de 20 colaboradores afegãos que arriscavam sofrer retaliações do Talibã.

Esse é o primeiro voo de uma ponte aérea criada pelo Ministério da Defesa para evacuar italianos. O país manteve até junho passado uma base militar em Herat, cidade recém-conquistada pelo Talibã, que agora controla quase todo o Afeganistão, incluindo Cabul.

"O compromisso da Itália é de proteger os cidadãos afegãos que colaboraram com nossa missão", diz um comunicado do primeiro-ministro Mario Draghi.

Cidadãos afegãos residentes na Itália também pedem ajuda do governo para evacuar seus familiares. Um deles é o chef Hamed Ahmadi, dono de quatro restaurantes em Veneza e cuja irmã de 32 anos, Zahra, tenta escapar do Afeganistão.

"Ela está em frente ao aeroporto [de Cabul], tentando entrar, porque alguns amigos italianos querem colocá-la a salvo em um local protegido", diz Ahmadi à ANSA. Zahra é ativista pelos direitos humanos e das mulheres, condição que pode deixá-la na mira do Talibã.

"A vida dela está em risco", acrescenta o chef, pedindo para o governo italiano oferecer vistos especiais para mulheres afegãs.

Ahmadi vive na Itália desde 2006, quando apresentou um curta-metragem no Festival de Cinema de Veneza. Segundo o governador do Vêneto, Luca Zaia, o ministro italianos das Relações Exteriores, Luigi Di Maio, garantiu que acompanha o caso de Zahra.

"O ministério está tentando ativar corredores humanitários", declarou.

Ansa - Brasil   
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