Primeira-ministra da Estônia diz que Rússia não vai intimidá-la
A primeira-ministra da Estônia, Kaja Kallas, rejeitou neste domingo um mandado de prisão emitido pela Rússia, dizendo que esta era apenas uma tentativa de intimidá-la, no meio de especulações de que ela poderia conseguir um cargo importante na União Europeia.
Antes governada por Moscou, mas agora membro da União Europeia e da Otan, a Estônia tem apoiado Kiev e Kallas tem sido uma das críticas mais veementes da Rússia desde que o país invadiu a Ucrânia, há quase dois anos.
A polícia russa colocou Kallas e vários outros políticos do Báltico em uma lista de procurados em 13 de fevereiro, por destruir monumentos da era soviética.
"O objetivo é intimidar e me fazer me abster de decisões que de outra forma tomaria", disse Kallas à Reuters, numa entrevista à margem da Conferência de Segurança de Munique.
"Mas é o manual da Rússia. Não é nada surpreendente e não temos medo."
Os políticos correm o risco de serem presos apenas se atravessarem a fronteira russa. Caso contrário, declará-los procurados não terá consequências reais.