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Presidente eleito da Guatemala suspende participação em transição

13 set 2023 - 09h47
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O presidente eleito da Guatemala, Bernardo Arévalo, suspendeu temporariamente sua participação na transição do governo, disse ele em entrevista coletiva na terça-feira, já que as ações das autoridades alimentaram dúvidas sobre a transferência de poder.

O anúncio foi feito depois que a principal promotoria do país centro-americano invadiu as instalações administradas pelo principal tribunal eleitoral da Guatemala na terça-feira.

Arévalo chamou a investigação da promotoria sobre sua vitória eleitoral no mês passado de parte de uma tentativa de golpe e descreveu as batidas de terça-feira como "crimes flagrantes de abuso de autoridade para fins eleitorais" que violaram a Constituição da Guatemala.

Arévalo disse que sua participação na transição será retomada assim que as "condições institucionais (e) políticas necessárias forem restabelecidas".

Mais cedo na terça-feira, a Organização dos Estados Americanos (OEA) disse estar "extremamente preocupada" com as operações, que, segundo ela, envolveram a abertura de pacotes eleitorais e violaram a lei eleitoral guatemalteca.

"Essas ações constituem mais uma prova de que o Ministério Público... vem intensificando uma estratégia de questionar o processo eleitoral e intimidar as autoridades eleitorais, o pessoal eleitoral e as milhares de pessoas que... realizaram dois dias de votação pacífica e transparente", disse a OEA em um comunicado.

Em uma declaração, o governo do presidente da Guatemala, Alejandro Giammattei, que está de saída do cargo, disse que respeitava a decisão de Arévalo, mas não concordava com ela, porque foi tomada como resultado de ações fora do Poder Executivo, "que não interferem no processo que foi desenvolvido até o momento".

"Reiteramos nossa firme disposição de retomar imediatamente o processo de transição assim que as autoridades eleitas o solicitarem", acrescentou o governo.

Arévalo, que fez campanha com promessas de combater a corrupção, venceu de forma retumbante o segundo turno da eleição realizado em 20 de agosto. Os promotores ameaçaram impedir a participação de seu partido, Semilla, na eleição, o que provocou protestos internacionais.

Pouco antes das autoridades do tribunal eleitoral declararem Arévalo vencedor, seu partido, o Semilla, foi notificado de que uma seção do tribunal havia suspendido o partido por falhas de registro. Desde então, o tribunal revogou temporariamente a ordem de suspensão até outubro.

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