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Presidente do Líbano pede novo governo tecnocrata para promover reformas econômicas

31 out 2019 - 18h22
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O presidente libanês, Michel Aoun, pediu nesta quinta-feira a formação de um novo governo de tecnocratas após a renúncia do primeiro-ministro, Saad al-Hariri, em meio a protestos em todo o país.

Manifestantes passam por soldado durante protesto em Beirute 31/10/2019 REUTERS/Goran Tomasevic
Manifestantes passam por soldado durante protesto em Beirute 31/10/2019 REUTERS/Goran Tomasevic
Foto: Reuters

Hariri renunciou na terça-feira, impulsionado por uma onda de protestos sem precedentes que durou duas semanas. Os comentários de Aoun podem abrir caminho para um acordo sobre um novo governo necessário para aprovar reformas urgentes, consideradas vitais para afastar o Líbano de uma profunda crise econômica.

"Os ministros devem ser escolhidos de acordo com suas competências e conhecimentos, e não com lealdade política", disse Aoun em um discurso televisionado para marcar a conclusão de três anos no cargo.

"O Líbano está em um momento crítico, especialmente em termos de economia", acrescentou.

Uma autoridade de alto escalão familiarizada com o pensamento de Hariri disse que estava pronto para retornar como primeiro-ministro de um novo governo libanês, na condição de incluir tecnocratas e poder implementar rapidamente medidas para evitar o colapso econômico.

Em seu discurso, Aoun pediu o fim do Estado sectário e o estabelecimento da governança civil, uma demanda importante dos manifestantes, que também exigiram que os tecnocratas substituíssem os líderes a quem acusam de corrupção desenfreada.

O poderoso movimento libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, disse na quinta-feira que a renúncia de Hariri desperdiçará um tempo valioso para avançar com as medidas de reforma, que visam ajustar as finanças do Estado e estimular doadores ocidentais a liberar bilhões em ajuda prometida.

"A renúncia de Hariri contribuirá para desperdiçar o tempo disponível para promulgar as reformas", disse o Hezbollah em declaração televisionada. O grupo também acusou os Estados Unidos de se intrometerem nos assuntos domésticos para espalhar o caos.

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