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Presidente da Nigéria ordena operação de resgate após sequestro em massa

25 ago 2026 - 12h39
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Resumo
O presidente da Nigéria, Bola Tinubu, ordenou uma operação militar de resgate após um ataque armado no Estado do Níger que deixou 30 mortos e cerca de 600 sequestrados, incluindo mulheres e crianças. A ação violenta, ocorrida em comunidades locais e em uma mesquita, levou mais de 2.000 pessoas a fugirem para o Benin. O governo classificou o episódio como covarde, prometeu punir os criminosos e intensificou os esforços para conter a onda de sequestros em massa no país.

O presidente da Nigéria, Bola ‌Tinubu, ordenou, nesta terça-feira, que as Forças Armadas e outras agências de segurança iniciassem uma operação de resgate imediata, após dezenas de pessoas terem sido sequestradas por homens armados na região centro-norte do Estado do Níger na semana passada.

Um grupo armado publicou um ⁠vídeo no Facebook e no WhatsApp mostrando o que, segundo moradores, ‌seriam cerca de 600 mulheres, crianças e idosos sequestrados durante um ataque a uma mesquita no Estado.

A Reuters não conseguiu ‌verificar esse número de forma independente, mas, ‌se confirmado, esse seria um dos maiores e mais ⁠ousados sequestros em massa da Nigéria nos últimos anos.

Uma autoridade do distrito de Borgu, onde ocorreu o ataque, afirmou que 30 pessoas foram mortas durante o ataque e foram enterradas no domingo.

A autoridade, que preferiu não se identificar por não estar autorizada a ‌falar com a mídia, disse que moradores das comunidades de Dakera, ‌Gidan-Zana e Sabon Gida ⁠foram afetados.

"VAMOS ⁠DEFENDER NOSSO POVO"

Em seus primeiros comentários públicos sobre o incidente, a Presidência condenou ⁠o ataque como covarde e ‌prometeu que os responsáveis ‌serão levados à justiça.

"O terror não intimidará a Nigéria. Defenderemos nosso povo, protegeremos nossas comunidades e defenderemos a santidade da vida humana", afirmou Tinubu em comunicado.

Tinubu instruiu os chefes de ⁠segurança a fornecerem atualizações regulares sobre os esforços para resgatar os sequestrados e localizar todos os que foram levados.

Abubakar Umar, chefe tradicional da comunidade de Dakera, disse que pelo menos 2.000 pessoas fugiram para a vizinha ‌República do Benin após o ataque.

Obed Nana, comissário de Informação do Estado do Níger, disse à Reuters por telefone que as ⁠autoridades ainda estão tentando verificar o número de pessoas desaparecidas.

"Não quero especular demais sobre isso, porque você sabe o quanto essas informações podem ser delicadas", disse Nana.

Sequestros em massa para obtenção de resgate se tornaram comuns em partes do noroeste e centro-norte da Nigéria, onde gangues criminosas fortemente armadas frequentemente atacam aldeias, escolas e rodovias. Esses grupos costumam manter os reféns em cativeiro por semanas ou meses enquanto exigem resgates vultosos e têm expandido cada vez mais suas operações para além de seus redutos tradicionais no norte.

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