Presidente da Bolívia é denunciado por abandono de grávida
Ex-funcionária pública alega que Luis Arce negou paternidade
O presidente da Bolívia, Luis Arce, tornou-se alvo de uma investigação após ter sido denunciado por abandono de uma mulher grávida, informaram as autoridades locais na última segunda-feira (8).
A informação foi confirmada pelo Ministério Público boliviano, alegando que o político mantinha um relacionamento com uma ex-funcionária pública com quem teve um filho, que ele se recusou a reconhecer.
"Uma investigação está em andamento e a própria vítima pediu sigilo", declarou o promotor do departamento de Cochabamba, Osvaldo Tejerina, à Rádio Fides, confirmando o boato que começou a circular nas redes sociais.
A denúncia data de 27 de julho, mas há poucos dias a Agência Fides publicou parte do seu conteúdo. A vítima, cuja identidade não foi revelada, afirma que, após descobrir que estava grávida e informar o chefe de Estado, se viu diante de um "absoluto abandono" em relação a si mesma e ao filho.
Arce "negou a paternidade" e "nos deixou completamente sozinhos e abandonados à nossa sorte", diz o depoimento realizado pela mulher perante o Ministério Público.
O crime de abandono de mulher grávida tem pena de até três anos de prisão na legislação boliviana.
Este não é o único escândalo sexual envolvendo um presidente boliviano, tendo em vista que seu antecessor e ex-aliado político, Evo Morales, que esteve no poder de 2006 a 2019, foi alvo de um mandado de prisão por ter mantido um relacionamento com uma garota de 15 anos em 2015, com quem teve uma filha em 2016.
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