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Poluição do ar passa a ser grande risco para a expectativa de vida no sul da Ásia, diz estudo

29 ago 2023 - 15h49
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O aumento da poluição atmosférica pode reduzir a expectativa de vida por pessoa em mais de cinco anos no sul da Ásia, uma das regiões mais poluídas do mundo, de acordo com um relatório publicado nesta terça-feira que destacou a carga crescente de emissões atmosféricas perigosas para a saúde.

A região, que inclui os países mais poluídos do mundo, como Bangladesh, Índia, Nepal e Paquistão, é responsável por mais da metade do total de anos de vida perdidos globalmente devido à poluição, afirmou o Instituto de Política Energética da Universidade de Chicago (Epic, na sigla em inglês) em seu último relatório Índice de Qualidade do Ar e Vida.

A rápida industrialização e o crescimento populacional contribuíram para o declínio da qualidade do ar no sul da Ásia, onde os níveis de poluição por partículas são atualmente mais de 50% superiores aos do início do século, e agora ofuscam os perigos representados por ameaças maiores à saúde.

A população de Bangladesh, o país mais poluído do mundo, pode perder em média 6,8 anos de vida por pessoa, em comparação com 3,6 meses nos Estados Unidos, de acordo com o estudo, que usa dados de satélite para calcular o impacto de um aumento no número de partículas finas no ar na expectativa de vida.

A Índia é responsável por cerca de 59% do aumento mundial da poluição desde 2013, afirma o relatório, conforme o ar perigoso ameaça encurtar ainda mais a vida em algumas das regiões mais poluídas do país. Na densamente povoada Nova Délhi, a megacidade mais poluída do mundo, a expectativa média de vida caiu mais de 10 anos.

A redução dos níveis globais de partículas transportadas pelo ar prejudiciais aos pulmões -- conhecidas como PM 2,5 -- para níveis recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) poderia aumentar a esperança média de vida em 2,3 anos, ou um total combinado de 17,8 bilhões de anos de vida, afirma o relatório.

A China, por sua vez, trabalhou para reduzir a poluição em 42,3% entre 2013 e 2021, afirma o relatório, destacando a necessidade de os governos gerarem dados acessíveis sobre a qualidade do ar para ajudar a reduzir as desigualdades globais no acesso a ferramentas para combater a poluição.

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