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Polônia reforça defesa com sistema antidrones 'mais moderno da Europa' para blindar fronteira com Rússia

A Polônia assinou diversos contratos para equipar seu exército com um sistema antidrones considerado o mais moderno da Europa, segundo o primeiro-ministro Donald Tusk. O objetivo é reforçar a proteção da fronteira oriental do país, que marca o limite leste da União Europeia e da Otan, em um momento de crescente tensão com a Rússia.

30 jan 2026 - 14h10
(atualizado às 14h13)
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Nos últimos anos, a Polônia vem investindo de forma contínua e significativa na modernização de suas forças armadas, especialmente para enfrentar ameaças tecnológicas e aéreas. "É um momento histórico (...), estamos diante de uma virada absoluta na defesa eficaz e eficiente da fronteira oriental polonesa, europeia e da Otan", afirmou Tusk durante a assinatura do contrato que formaliza a aquisição do sistema antidrones.

Militares poloneses ouvem o primeiro-ministro Donald Tusk, em frente a caças F-16, durante entrevista coletiva sobre a ameaça representada por drones russos no espaço aéreo polonês, na 32ª Base Aérea Tática em Łask, a cerca de 30 km a sudoeste de Łódź, Polônia, em 11 de setembro de 2025. Agencja Wyborcza.pl/Tomasz Stanczak via REUTERS
Militares poloneses ouvem o primeiro-ministro Donald Tusk, em frente a caças F-16, durante entrevista coletiva sobre a ameaça representada por drones russos no espaço aéreo polonês, na 32ª Base Aérea Tática em Łask, a cerca de 30 km a sudoeste de Łódź, Polônia, em 11 de setembro de 2025. Agencja Wyborcza.pl/Tomasz Stanczak via REUTERS
Foto: Agencja Wyborcza.pl via REUTERS - Tomasz Stanczak / RFI

O programa terá um custo estimado de € 3,6 bilhões (15 bilhões de zlotys, moeda local), que será financiado em grande parte com recursos europeus provenientes do fundo SAFE, instrumento financeiro da UE que apoia os Estados-membros na produção industrial do setor de defesa.

Segundo o ministro da Defesa, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, o investimento reflete o esforço estratégico da Polônia para se preparar contra ameaças modernas, como ataques com drones, que se tornaram cada vez mais frequentes em conflitos contemporâneos.

Estrutura e operação do sistema

O sistema incluirá 18 baterias antidrones, 52 pelotões de tiro, 18 pelotões de comando e cerca de 700 veículos, e deve estar plenamente operacional dentro de dois anos. Empresas polonesas, tanto públicas quanto privadas, participarão do programa, fornecendo expertise técnica e capacidade de produção para desenvolver e implantar os componentes necessários.

Além disso, o grupo norueguês Kongsberg fornecerá ao exército polonês 18 baterias CUAS, avaliadas em aproximadamente € 1,4 bilhão (16 bilhões de coroas norueguesas). Segundo a empresa, os equipamentos fornecidos serão integrados ao sistema nacional e permitirão monitoramento, identificação e neutralização de drones de forma rápida e precisa.

Ameaça russa e contexto estratégico

A criação do sistema antidrones tornou-se uma necessidade urgente após um incidente em setembro, quando cerca de 20 drones russos cruzaram o espaço aéreo polonês, obrigando Varsóvia e seus aliados da Otan a mobilizar caças. Três desses drones foram abatidos, evidenciando a vulnerabilidade do país frente a ataques aéreos e a necessidade de uma camada de defesa tecnológica avançada.

O programa San será integrado ao sistema de defesa aérea multicamadas atualmente em desenvolvimento na Polônia. Ele complementa o programa Wisla, que utiliza os sistemas norte-americanos Patriot de médio alcance; o programa Narew, baseado em mísseis antiaéreos britânicos de curto alcance; e os programas de curtíssimo alcance, Pilica e Pilica+.

De acordo com o ministro da Defesa, o custo total de toda a proteção antiaérea polonesa está estimado em € 59 bilhões (250 bilhões de zlotys). Esse investimento posiciona a Polônia como um dos países europeus que mais destinam recursos para a defesa contra ameaças aéreas e drones, consolidando seu papel estratégico na proteção da fronteira leste da União Europeia e da Otan.

Perspectivas e impacto

Especialistas em defesa afirmam que a integração de sistemas antidrones de alta tecnologia com programas de médio e curto alcance aumenta significativamente a capacidade de resposta da Polônia a ataques combinados, incluindo drones e mísseis. Além disso, o envolvimento de empresas locais, públicas e privadas, representa uma oportunidade de desenvolvimento industrial e tecnológico interno, fortalecendo o setor de defesa polonês.

O sistema antidrones será capaz de identificar, rastrear e neutralizar múltiplos alvos simultaneamente, uma exigência estratégica diante do crescimento do uso de drones em operações militares modernas. Segundo o governo polonês, a operacionalização completa em dois anos permitirá à Polônia manter vigilância contínua sobre a fronteira oriental, reforçando a segurança nacional e contribuindo para a estabilidade da região.

O projeto também evidencia a importância do apoio europeu e internacional: a maior parte do financiamento será proveniente do fundo SAFE, mostrando a cooperação entre a União Europeia e seus Estados-membros na proteção das fronteiras externas.

RFI com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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