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Polônia e França aprofundam laços de defesa em meio a dúvidas sobre apoio de Washington

9 mai 2025 - 09h23
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França e Polônia assinarão na sexta-feira um tratado para aumentar a cooperação em questões de defesa e energia, em um sinal de alianças de segurança crescentes entre as nações europeias em meio a preocupações com o compromisso dos Estados Unidos em relação à defesa da Europa.

A assinatura ocorrerá apenas 24 horas após o 80º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial e no dia em que Moscou realiza um grande desfile militar com a presença do presidente da China, Xi Jinping.

O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, falando em uma coletiva de imprensa antes de ir para a França para se reunir com o presidente Emmanuel Macron, disse que o tratado incluirá medidas de assistência mútua no caso de um ataque a qualquer um dos países.

Ele também abre oportunidades de cooperação sobre a questão de uma possível extensão do guarda-chuva nuclear francês para abranger a Polônia, segundo ele.

"De acordo com minha experiência, as disposições do tratado são inovadoras do ponto de vista de nossa segurança", afirmou ele.

No entanto, o pacto não é uma "alternativa" às relações da Polônia com os Estados Unidos, disse Tusk: "Precisamos tanto dos Estados Unidos quanto de uma União Europeia forte".

Como os compromissos de longo prazo do presidente dos EUA, Donald Trump, com a segurança europeia estão cada vez mais em dúvida, o governo pró-europeu em Varsóvia busca diversificar suas parcerias de segurança além dos vínculos tradicionais com Washington.

O tratado é uma prova do papel cada vez mais central da Polônia no cenário europeu, graças à sua posição estratégica no flanco leste do continente. Membro da Otan, a Polônia gasta 4,12% de sua produção econômica em defesa, o maior percentual da aliança.

O novo tratado bilateral, o primeiro assinado pela França com um país da Europa Central após uma série de pactos com Itália, Espanha e Alemanha, é visto pelas autoridades francesas como fundamental para impulsionar a cooperação militar e aumentar a influência francesa.

Isso ocorre depois que Macron disse em março que estava aberto a estender as capacidades nucleares francesas a outras nações europeias.

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