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Politico, MS NOW e CNN são barrados na Casa Branca apesar de ordem judicial

24 set 2026 - 09h40
(atualizado às 10h37)
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Resumo
Jornalistas do Politico, MS NOW e CNN foram barrados na Casa Branca nesta quinta-feira, desrespeitando uma decisão judicial liminar do juiz Tim Kelly que restabeleceu o acesso da imprensa por 14 dias. A Justiça considerou a proibição imposta por Donald Trump provavelmente inconstitucional e violadora do devido processo legal, rejeitando argumentos de segurança nacional. Os veículos haviam processado o governo alegando ataques à liberdade de imprensa após terem suas credenciais revogadas.

Repórteres de Politico, MS ‌NOW e CNN foram impedidos de entrar na Casa Branca nesta quinta-feira, poucas horas depois de um juiz ter considerado a proibição imposta pelo presidente Donald Trump aos três veículos de comunicação provavelmente inconstitucional e ter ordenado a restauração imediata do acesso.

A decisão do ⁠juiz distrital Tim Kelly, proferida durante a madrugada, bloqueou a proibição ‌por 14 dias, representando um grande revés para Trump em uma de suas maiores batalhas com a imprensa.

As credenciais de repórter do ‌Politico também foram confiscadas, segundo o ‌Politico, mesmo após Kelly ter bloqueado temporariamente a proibição de ⁠Trump. Uma repórter da MS NOW disse que também foi impedida de entrar na Casa Branca, enquanto a CNN afirmou que alguns de seus funcionários tiveram a entrada negada no complexo.

Laura Barrón-López, da MS NOW, falando à emissora do lado de fora do complexo ‌da Casa Branca, disse que não estava claro se o bloqueio de ‌sua entrada foi um ⁠desrespeito à ordem ⁠judicial ou um problema com o sistema de acesso da Casa Branca.

Representantes da ⁠Casa Branca não responderam imediatamente ‌a um pedido de ‌comentário.

Kelly, em sua decisão, afirmou que a revogação das credenciais dos jornalistas pela Casa Branca "provavelmente violou seus direitos constitucionais ao devido processo legal". O juiz também questionou os argumentos de segurança ⁠nacional do Departamento de Justiça dos EUA para justificar a proibição, observando que o próprio Trump havia dito que a medida se devia ao que o presidente alegava ser cobertura falsa ou negativa.

Theodore Boutrous, advogado dos três veículos, ‌elogiou a decisão em um comunicado, dizendo: "Esta é uma decisão forte que defende a liberdade de imprensa, o devido processo legal e ⁠o Estado de Direito. Agradecemos imensamente a rápida atuação do tribunal."

Uma coalizão de grupos de defesa da liberdade de imprensa e dezenas de organizações de notícias, incluindo a Reuters, apresentou um parecer jurídico na quarta-feira em apoio aos três veículos.

Trump anunciou a proibição em uma publicação nas redes sociais em 18 de setembro. Os três veículos então processaram Trump e outros membros de sua administração na segunda-feira, alegando que a proibição violava a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que protege a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa, bem como seus direitos ao devido processo legal.

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