Polícia espanhola busca documentos no Partido Socialista em investigação sobre ex-dirigente
A polícia estava buscando documentos na sede do Partido Socialista Espanhol (PSOE), nesta quarta-feira, como parte de uma investigação sobre suposta conspiração para desestabilizar os processos judiciais contra o partido ou o governo, informou a Alta Corte.
Os supostos delitos incluem pertencer a uma organização criminosa, suborno, divulgação de segredos, indução a falso depoimento, falsa acusação, falsificação de documentos comerciais, má conduta em cargo público, tráfico de influência e delitos contra instituições estatais.
Em uma coletiva de imprensa em Roma, depois de se encontrar com o papa Leão, o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez enfatizou que a solicitação de documentos de quarta-feira não constituía uma busca policial, acrescentando que o partido estava cooperando totalmente com os tribunais e tem absoluto respeito pelo judiciário.
O juiz de instrução Santiago Pedraz ordenou a solicitação de vários documentos e arquivos eletrônicos da sede do partido, informou o tribunal.
Uma solicitação judicial de informações exige aviso prévio e visa itens específicos, diferentemente de uma "entrada e busca" realizada sem aviso prévio para reunir todos os tipos de provas.
A investigação de Pedraz está centrada no ex-secretário de organização do PSOE, Santos Cerdán, além de outros funcionários do partido, advogados, um empresário e um policial. É a primeira vez que Cerdán é citado nesse caso. Ele negou ter cometido irregularidades em outra investigação.
O partido liderado por Sánchez tem sido assolado por uma série de escândalos de corrupção, incluindo várias investigações sobre aliados importantes e membros da família do premiê.
Sánchez disse que, se surgirem novos comportamentos irregulares, seu partido lidará com eles com a mesma firmeza de antes.
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