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Partido de Salvini diz que França deve parar de convocar diplomatas

Embaixadores de Itália e EUA tiveram que prestar esclarecimentos

25 ago 2025 - 14h45
(atualizado às 15h27)
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O partido ultranacionalista Liga, do vice-premiê e ministro de Infraestrutura da Itália, Matteo Salvini, afirmou nesta segunda-feira (25) que a França "deveria se acalmar" após convocar a embaixadora italiana e o enviado dos Estados Unidos em Paris.

Governo da Itália nega crise com a França após declarações de Salvini contra Macron
Governo da Itália nega crise com a França após declarações de Salvini contra Macron
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Primeiro, a reação exagerada às opiniões simples e respeitosas de Matteo Salvini contra o envio de soldados europeus à Ucrânia, agora, o ataque aos Estados Unidos em relação ao antissemitismo e à convocação do embaixador. A situação internacional é muito delicada e exige bom senso e compostura", disse o deputado da Liga, Paolo Formentini, chefe do Departamento de Relações Exteriores da sigla, à ANSA.

O político italiano enfatizou ainda que confia "que todos recuperarão a calma necessária e que Paris evitará perder mais tempo convocando embaixadores de todo o mundo".

No último fim de semana, a embaixadora italiana em Paris foi convocada pelo governo do presidente Emmanuel Macron para prestar esclarecimentos sobre as declarações "inaceitáveis" do vice-premiê e ministro de Infraestrutura, Matteo Salvini.

O líder da Liga criticou Macron por seu apoio ao envio de tropas para a Ucrânia e usou o dialeto milanês para falar que ele deveria ir pessoalmente à Ucrânia combater na guerra deflagrada pela Rússia há mais de três anos.

Já hoje, a França convocou o embaixador dos EUA em Paris, Charles Kushner, também após seus comentários "inaceitáveis" contra o presidente francês, a quem o diplomata acusou de "não tomar medidas suficientes" na luta contra o antissemitismo.

"As acusações do embaixador são inaceitáveis. Elas violam o direito internacional, em particular o dever de não interferir nos assuntos internos dos Estados, conforme estipulado na Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 1961", enfatizou o governo francês.

Os Estados Unidos, no entanto, recusaram-se a recuar diante das palavras do representante diplomático. "Mantemos suas declarações", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, sobre Kushner, sogro da filha do presidente Donald Trump, Ivanka.

"O embaixador Kushner é o representante do governo americano na França e está fazendo um excelente trabalho promovendo nossos interesses nacionais nessa função", concluiu Pigott. 

Ansa - Brasil
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