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Partido de Netanyahu diz que ele tentará reeleição, após Trump levantar dúvidas

10 jun 2026 - 10h16
(atualizado às 22h21)
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin ‌Netanyahu, concorrerá à reeleição neste ano, anunciou seu partido nesta quarta-feira, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou não ter certeza se o primeiro-ministro israelense voltaria a se candidatar.

Em uma breve declaração, o Partido Likud, de Netanyahu, afirmou que ⁠ele concorreria às eleições e, se Deus quiser, vencerá. As eleições ‌ainda não foram anunciadas formalmente, mas devem ocorrer até outubro.

Anteriormente, o correspondente-chefe da ABC News em Washington, Jonathan Karl, postou no ‌X que Trump havia lhe dito ‌que não sabia se Netanyahu se candidataria.

"Não sei, ele teve ⁠uma carreira incrível. Será que ele quer continuar?", citou o jornalista, referindo-se às palavras de Trump.

A eleição israelense será a primeira desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, a pior falha de segurança do país, que precipitou o ataque ‌de Israel à Faixa de Gaza.

Netanyahu tem enfrentado um mandato tumultuado ‌desde que voltou ao ⁠poder em dezembro ⁠de 2022 à frente da coalizão mais à direita da história de ⁠Israel. Ele enfrentou protestos antigovernamentais ‌em massa antes das ‌guerras em Gaza, no Líbano e no Irã.

As pesquisas têm indicado repetidamente que sua coalizão não conseguiria obter a maioria nas próximas eleições. Uma pesquisa publicada pelo think tank Israel ⁠Democracy Institute, com sede em Jerusalém, em 9 de junho, revelou que 61% da população israelense acredita que ele não deveria concorrer.

No entanto, as pesquisas também mostram que uma possível coalizão de partidos da oposição não alcançaria ‌a maioria parlamentar, a menos que formasse uma coalizão com partidos árabes, o que alguns líderes da oposição descartaram.

Autoridades norte-americanas e ⁠israelenses afirmam que Trump e Netanyahu, que lançaram juntos a guerra contra o Irã em fevereiro, ainda mantêm uma relação próxima, embora ela tenha passado por momentos de tensão, inclusive nas últimas semanas, quando Trump exigiu que Israel restringisse as ações militares no Líbano enquanto Washington negocia um acordo de paz com Teerã.

Na semana passada, Trump reconheceu ter chamado Netanyahu de "louco pra caramba" em uma ligação telefônica acalorada, embora também tenha dito que eles se dão bem. Ele tem repetidamente pedido ao presidente de Israel que perdoe Netanyahu pelas acusações de corrupção pendentes que Netanyahu nega.

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