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Paralisação nos EUA chega ao 22º dia e é a maior da história

País vive 'shutdown' devido à verba para muro na fronteira

12 jan 2019
10h05
atualizado às 10h10
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A paralisação do governo federal dos Estados Unidos, chamada de "shutdown", chega ao 22º dia neste sábado (12) e passa a ser considerada a mais longa da história do país.

Nesta sexta-feira, pela primeira vez, cerca de 800 mil funcionários públicos ficaram sem receber seus pagamentos e salários. Muitos saíram às ruas para protestar, principalmente pelo fato de não haver previsão para o "shutdown" terminar.

Presidente dos EUA, Donald Trump 11/01/ 2019. REUTERS/Leah Millis
Presidente dos EUA, Donald Trump 11/01/ 2019. REUTERS/Leah Millis
Foto: Reuters

Sindicatos também acusaram o governo federal de violar as leis trabalhistas ao solicitar que funcionários considerados "essenciais" continuem trabalhando sem salário. O aeroporto de Miami deverá fechar parcialmente durante o fim de semana por falta de funcionários.

A agência Standard & Poors calcula que o "shutdown" já tenha dado um prejuízo de US$ 3,6 bilhões - uma média de US$ 1,2 bilhão por semana - . Se durar outros 14 dias, custará mais que os US$ 5,7 bilhões solicitados por Trump ao Congresso para a construção do muro na fronteira com o México.

O "shutdown" foi causado porque o Congresso e o governo de Donald Trump não chegaram a um acordo para o orçamento federal. O presidente republicano pediu US$ 5,7 bilhões de verba para a construção do muro contra os imigrantes, mas os democratas do Congresso não aceitaram. Com isso, o orçamento ficou emperrado e vários serviços federais estão sendo afetados.

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Ansa - Brasil   

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