Papa pede fim da violência na Ucrânia e no Sudão e defende diplomacia
Leão XIV também deixou mensagem de esperança diante das dificuldades
O papa Leão XIV voltou a pedir o fim da violência contra civis em zonas de conflito, principalmente na Ucrânia e no Sudão, e defendeu o recurso à diplomacia e ao diálogo como caminho para a paz.
Durante o Angelus deste domingo (9), o religioso expressou preocupação com o aumento das vítimas civis na guerra entre Rússia e Ucrânia e pediu o respeito ao direito humanitário.
"Continuam chegando relatos dolorosos sobre pessoas inocentes mortas e feridas na Ucrânia e na Rússia", afirmou Leão XIV, acrescentando que "os incidentes trágicos" estão se multiplicando e provocando "cada vez mais vítimas civis, inclusive crianças".
Diante do cenário, o Pontífice renovou seu apelo para que o direito humanitário seja respeitado e para que cessem os ataques contra civis dos dois lados.
"A guerra só gera mais guerra e causa imenso sofrimento", disse ele, enfatizando que é necessário interromper a escalada de violência e "abrir espaço para a diplomacia e o diálogo, a fim de preparar o caminho para a paz".
Na mesma oração, Robert Prevost também chamou atenção para a situação no Sudão, que classificou como "trágica". Ele manifestou sua "proximidade espiritual com todos os cidadãos da nação" e pediu medidas imediatas para proteger a população.
O líder da Igreja Católica apelou às autoridades para que garantam "corredores humanitários para a população civil" e solicitou à comunidade internacional que apoie "um cessar-fogo imediato".
Ao comentar o Evangelho, o Papa também deixou uma mensagem de esperança diante das dificuldades, afirmando que ninguém deve se "desesperar", nem mesmo "nos momentos de escuridão".
Por fim, advertiu para o risco de "deixar o sucesso subir à cabeça nem nos tornar presunçosos".
Segundo ele, a esperança deve ser preservada mesmo quando as pessoas se sentem "impotentes diante dos problemas" ou percebem que, apesar dos esforços, parecem estar retrocedendo em vez de avançar.
"Em qualquer circunstância, Jesus não nos abandona", afirmou o Papa, acrescentando que é nele que os fiéis podem encontrar a paz. .
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