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Papa critica 'economia que trata pessoas como mercadorias' em 1ª Missa do Galo

Leão XIV também citou homilias de seus antecessores Francisco e Bento XVI

7 jan 2026 - 08h21
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O papa Leão XIV celebrou nesta quarta-feira (24) sua primeira Missa do Galo como líder da Igreja Católica e criticou uma "economia que trata os homens como mercadoria", ecoando um discurso que marcou o pontificado de Francisco.

Papa Leão XIV celebra Missa do Galo na Basílica de São Pedro
Papa Leão XIV celebra Missa do Galo na Basílica de São Pedro
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em uma Basílica de São Pedro lotada com 6 mil fiéis, além das 5 mil pessoas que acompanhavam a homilia do lado de fora por meio de telões, o primeiro pontífice americano da história convidou a humanidade a "admirar a sabedoria do Natal" diante da "violência e da opressão" que assolam o mundo.

"Enquanto uma economia distorcida induz a tratar os homens como mercadoria, Deus se faz similar a nós, revelando a infinita dignidade de cada pessoa. Enquanto o homem quer se tornar Deus para dominar o próximo, Deus quer se tornar homem para nos libertar de toda escravidão", disse o Papa, que, antes da missa, havia quebrado o protocolo e visitado a Praça São Pedro sob chuva para cumprimentar os fiéis.

"São Pedro [a basílica] é muito grande, mas, infelizmente, não é grande o bastante para receber todos vocês", declarou Leão XIV para a multidão que ignorou o mau tempo em Roma nesta quarta.

Durante a homilia, de caráter quase exclusivamente religioso e sem referências claras a crises atuais, Leão XIV ainda citou as palavras pronunciadas pelo finado Francisco na Missa do Galo de 2024, quando ele disse que o Natal reaviva o "empenho de levar esperança para onde ela foi perdida". "O Natal é, para nós, tempo de gratidão e de missão. Gratidão pelo dom recebido, missão de testemunhá-lo ao mundo", salientou.

Além disso, também citou Bento XVI, que, na véspera de Natal de 2012, alertou que não haverá "espaço para as crianças, os pobres e os estrangeiros" enquanto "a noite do erro obscurecer a verdade providencial" de que o "Senhor quis revelar-se como homem ao homem" para "iluminar a nossa cegueira".

"As palavras de Bento XVI nos recordam que não há espaço para Deus na terra se não há espaço para o homem: não acolher um significa não acolher o outro", ressaltou.

No fim da homilia, Robert Prevost lembrou que o Natal é a "festa da fé, da caridade e da esperança" e que os cristão devem ser "mensageiros de paz". "Com essas virtudes no coração, sem temer a noite, podemos ir ao encontro do amanhecer de um novo dia", concluiu o pontífice, que voltou a celebrar a Missa do Galo às 22h (horário local), já que Francisco preferia realizá-la mais cedo em seus últimos anos de vida.

Outro momento cercado de expectativa neste primeiro ano de pontificado de Leão XIV se dará às 8h (horário de Brasília) desta quinta-feira (25), na bênção "Urbi et Orbi" ("À cidade e ao mundo"), tradicionalmente usada pelos papas para abordar as principais crises da atualidade.

Antes disso, também na manhã desta quinta, Prevost presidirá outra missa, renovando uma tradição da época de João Paulo II (1978-2005).

Ansa - Brasil
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