Países precisam intensificar esforços para reabrir Estreito de Ormuz, diz secretário de Defesa dos EUA
Os Estados Unidos já fizeram a maior parte do trabalho para reduzir a ameaça representada pelo Irã, e agora outros países precisam intensificar seus esforços para reabrir a navegação pelo Estreito de Ormuz, afirmou nesta terça-feira o secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth.
Hegseth citou a exortação feita mais cedo pelo presidente Donald Trump, para que outros países afrouxassem o controle do Irã sobre a rota marítima por onde passa um quinto do suprimento mundial de petróleo e gás.
"Há países ao redor do mundo que também deveriam estar preparados para intensificar a proteção dessa via navegável crucial. Não se trata apenas da Marinha dos Estados Unidos", disse Hegseth em uma coletiva de imprensa no Pentágono.
"Portanto, o mundo deve prestar atenção e estar preparado para se posicionar. O presidente Trump tem se mostrado disposto a fazer o trabalho pesado em nome do mundo livre para enfrentar essa ameaça do Irã. Não se trata apenas de um problema nosso daqui para frente."
Nesta terça-feira, Trump instou os países que não ajudaram nos ataques contra o Irã a comprarem petróleo norte-americano e a irem ao Estreito de Ormuz e "simplesmente tomarem" a commodity.
Em publicações no Truth Social, ele destacou o Reino Unido e a França como países que não ajudaram na guerra que já dura um mês. O conflito abalou os mercados globais, elevou os preços da energia e fez com que o Irã, na prática, fechasse o tráfego de petroleiros pelo Estreito.
Mais tarde, Trump disse à CBS News que ainda não estava pronto para abandonar os esforços dos EUA para reabrir o Estreito. "Em algum momento, eu vou, mas ainda não. Mas os países precisam intervir e cuidar disso", disse Trump à CBS.
Hegseth também afirmou que os próximos dias no conflito do Oriente Médio seriam decisivos, acrescentando que houve deserções em massa das forças armadas iranianas.
Citando informações de inteligência, Hegseth afirmou que os ataques dos EUA "estão prejudicando o moral das forças armadas iranianas, levando a deserções em massa, escassez de pessoal-chave e causando frustração entre os altos escalões do exército."
"Nós temos cada vez mais opções, e eles têm menos... em apenas um mês definimos os termos, os próximos dias serão decisivos", disse. "O Irã sabe disso, e não há quase nada que eles possam fazer militarmente a respeito."