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Ossos achados no Vaticano não são de Emanuela Orlandi

EPA / Ansa

Fragmentos não são posteriores ao século 19, disse perícia

28 jul 2019
10h55
atualizado às 12h10
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O Vaticano informou neste domingo (28) que nenhum dos ossos encontrados em duas urnas onde poderiam estar os restos mortais de Emanuela Orlandi, italiana desaparecida há 36 anos, é posterior ao fim do século 19.

Os ossuários foram achados debaixo de um pavimento do Pontifício Colégio Teutônico, vizinho ao cemitério teutônico do Vaticano, onde os investigadores haviam descoberto dois túmulos vazios durante a busca por Orlandi.

"No curso das análises de antropologia forense, não foi encontrada nenhuma estrutura óssea que date a uma época sucessiva ao fim do século 19", diz uma nota da Sala de Imprensa da Santa Sé. Ainda de acordo com o Vaticano, o consultor contratado pela família Orlandi pediu análises laboratoriais de mais 70 ossos, mas os peritos negaram a solicitação por julgar que os fragmentos têm "traços de datação muito antigos".

"As amostras estão no Comando da Gendarmaria, à disposição do promotor de Justiça", explica o comunicado. A perícia foi conduzida pelo professor Giovanni Arcudi.

Os ossuários contêm centenas de estruturas ósseas parcialmente íntegras e milhares de fragmentos. "Ao comunicar essa operação, a Sala de Imprensa confirma a própria vontade de buscar a verdade no caso do desaparecimento de Emanuela Orlandi e desmente categoricamente que essa postura de plena colaboração possa de algum modo significar, como dito algumas vezes, uma admissão implícita de responsabilidade", diz o Vaticano.

O caso

Emanuela Orlandi desapareceu em 1983, aos 15 anos de idade, enquanto voltava para casa. Ela era filha de um funcionário da Santa Sé, cidadã do Vaticano e residia dentro dos muros do menor país do mundo. Até hoje não se sabe seu paradeiro. Diversas hipóteses foram consideradas nas últimas décadas, desde crime comum até vingança contra o pai da jovem ou contra o Vaticano.

O filme "A verdade está no céu" (2016), de Roberto Faenza, cogita que Orlandi tenha sido sequestrada por mafiosos e jogada em uma betoneira. Nenhuma das hipóteses, no entanto, foi confirmada pela Justiça.

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Ansa - Brasil   
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