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UE desbloqueará 12 mi de euros para destruição de armas químicas sírias

O bloco também recorrerá a fundos sírios congelados para financiar parte do programa

17 fev 2014
12h58
atualizado às 13h08
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<p>Especialistas das Nações Unidas em armas químicas avaliam sacola plástica com amostras de um dos locais que sofreram um suposto ataque de armas químicas no bairro de Ain Tarma, em agosto de 2013</p>
Especialistas das Nações Unidas em armas químicas avaliam sacola plástica com amostras de um dos locais que sofreram um suposto ataque de armas químicas no bairro de Ain Tarma, em agosto de 2013
Foto: Reuters

A União Europeia (UE) anunciou nesta segunda-feira, 17, que desbloqueará 12 milhões de euros (quase R$ 40 milhões de reais) para financiar a eliminação das armas químicas da Síria, tarefa supervisionada pela Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ).

O anúncio concretiza o compromisso assumido pelos países da UE em dezembro de 2013, com base em uma resolução do Conselho de Segurança da ONU após um acordo Rússia-EUA sobre a destruição do arsenal químico sírio.

A Comissão Europeia deseja "efetuar uma cooperação frutífera com a OPAQ e a ONU sobre este assunto e espera que a destruição das armas químicas constitua uma etapa para o final do conflito na Síria", comentou o comissário de Desenvolvimento, Adris Piebalgs, que assinou o acordo com a organização que tem sede em Haia.

A OPAQ calculou o custo do programa em 25 a 30 milhões de euros.

Além dos 12 milhões de euros, a UE proporciona apoio técnico e logístico, avaliados em 4,5 milhões de euros. Desde 2004, o bloco liberou  9,4 milhões de euros para as atividades da OPAQ, para uma contribuição total de 26 milhões.

O ministério sírio das Relações Exteriores denunciou na semana passada a decisão da União Europeia de recorrer aos fundos sírios congelados para financiar parte do programa de eliminação das armas químicas.

"É uma violação flagrante do direito internacional e do tratado das Nações Unidas e um descumprimento dos compromissos internacionais para financiar o processo de destruição das armas químicas", afirmou o ministério.

Mas a União Europeia ainda não definiu o valor que deve retirar dos fundos sírios congelados.

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