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Número de mortos em bombardeio contra o EI na Síria vai a 64

Observatório Sírio de Direitos Humanos elevou número de civis mortos em bombardeio na sexta-feira

4 mai 2015 16h11
| atualizado às 19h51
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O Observatório Sírio de Direitos Humanos elevou nesta segunda-feira para 64 o número de civis mortos no norte da Síria por um bombardeio da coalizão internacional contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) na madrugada de sexta-feira.

Segundo a ONG, que há dois dias havia informado 52 mortos, as vítimas são 31 menores de idade, 20 mulheres e 13 homens, que perderam a vida na aldeia de Bir Mahali, ao sul do enclave curdo sírio de Kobani, situado na província de Aleppo.

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O Observatório Sírio de Direitos Humanos indicou que nessa aldeia havia um comboio de veículos do EI, o que acelerou o ataque aéreo da aliança internacional, enquanto os habitantes do povoado dormiam.

Enquanto isso, ocorreram choques entre as Unidades de Proteção do Povo, milícias curdo-sírias, e combatentes do EI em aldeias dos arredores.

O Observatório solicitou uma investigação dos fatos para que os culpados sejam julgados, e as vítimas indenizadas.

Por sua parte, o EI publicou hoje na internet um vídeo com supostas imagens do local do ataque.

A gravação, cuja autenticidade não pode ser comprovada, começa com uma sequência de um suposto a

Homens vestidos com roupas laranja são levados para uma praia para serem executados por membros do Estado Islâmico
Homens vestidos com roupas laranja são levados para uma praia para serem executados por membros do Estado Islâmico
Foto: Militant Video / AP

vião da aliança internacional sobrevoando o céu e, em seguida, se mostram imagens de uma coluna de fumaça.

Nos minutos seguintes se veem corpos de menores e adultos empilhados em caminhões, assim como feridos em um hospital, e se escutam testemunhos de moradores - entre eles um menino,da cidade de Sarrin, próxima a Bir Mahali - que se queixam dos bombardeios da coalizão.

O vídeo foi divulgado pelo escritório de informação dos jihadistas em Aleppo, que explicam que o filme "documenta o massacre cometido pela coalizão dos cruzados na cidade de Bir Mahali na periferia de Ain al Islam", em referência a Kobani.

O EI assegura ainda que o ataque causou a morte de "mais de cem muçulmanos, a maioria mulheres e menores".

O grupo extremista proclamou no final de junho um califado no Iraque e Síria, onde tomou partes do norte e do centro de ambos países. A coalizão iniciou os bombardeios contra o EI no território sírio em 23 de setembro.

EFE   
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