Operações policiais deixam 7 mortos no norte da Síria
Pelo menos sete pessoas morreram nesta quarta-feira nas operações das forças de segurança sírias na região de Jabal al-Zawya, perto da fronteira com a Turquia, segundo as informações divulgadas pelos chamados Comitês Locais de Coordenação em sua conta na rede social Facebook.
Já o Observatório Sírio para os Direitos Humanos cifrou, em seu site, em quatro o número de mortos nesta região da província de Idlib, alvo de uma forte repressão que forçou milhares de pessoas a se refugiarem na Turquia.
Militares e policiais realizaram inspeções nas localidades de Serga, Farquia, Kafr Haja e Shenan, onde foram realizadas manifestações contra o regime de Bashar al Assad.
As pessoas não puderam retirar os corpos das vítimas porque eles estão retidos pelas tropas leais ao regime, indicaram os Comitês. Segundo eles, foram ouvidos intensos disparos de fuzis e tanques na localidade de Serga.
Já em Damasco, uma manifestação de intelectuais e artistas foi duramente reprimida e alguns de seus participantes foram golpeados e detidos.
O grupo opositor A Revolução Síria contra Bashar al Assad afirmou que mais de 60 pessoas foram presas, entre elas a atriz Mona Seqaf, a escritora Rima Falihan e o ator Khaled Taya.
Esses novos atos de repressão coincidem com a visita à Síria do secretário-geral da Liga Árabe, o egípcio Nabil el-Araby, que se reuniu em Damasco com Assad.
Segundo a agência de notícias oficial "Sana", Nabil el-Araby expressou o repúdio da Liga Árabe a qualquer tentativa de ingerência externa nos assuntos sírios e manifestou seu apoio às reformas realizadas pelas autoridades do país.
Desde o início das revoltas populares na Síria em meados de março passado, mais de 1,4 mil civis já morreram. O regime sírio acusa grupos armados e uma conspiração internacional de estarem por trás dos protestos.