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Israel bombardeia posições do Hezbollah no sul do Líbano

7 out 2014 22h34
| atualizado às 22h34
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A artilharia israelense bombardeou duas posições do Hezbollah no sul do Líbano, em represália por um ataque reivindicado pelo movimento xiita libanês que deixou dois soldados israelenses levemente feridos.

<p>Soldados israelenses patrulham fronteira entre Israel e L&iacute;bano.</p>
Soldados israelenses patrulham fronteira entre Israel e Líbano.
Foto: Ali Hashisho / Reuters

Segundo as informações fornecidas pelo Exército de Israel e pelo Hezbollah, o grupo xiita atacou uma patrulha israelense com um artefato explosivo no início da tarde na região das Fazendas de Shebaa, na fronteira. Outro artefato explodiu depois, de acordo com o Exército israelense, mas não deixou feridos.

O setor das Fazendas de Shebaa (Har Dov, em hebraico) é uma região montanhosa de 25 km2 situada na fronteira entre o Líbano e a Síria. Ele foi conquistado por Israel em 1967 e o Líbano reivindica sua soberania.

A organização xiita libanesa assumiu a autoria de um atentado atribuído em um comunicado ao "grupo do mártir Hassan Ali Haidar da Resistência Islâmica (Hezbollah)". Haidar, integrante do Hezbollah, morreu no dia 5 de setembro quando desmontava um artefato de espionagem israelense no sul do Líbano.

O último ataque contra soldados israelenses reivindicado pelo movimento xiita libanês ocorreu em março, quando uma bomba explodiu na passagem de um veículo blindado israelense, sem no entanto deixar feridos, perto de Shebaa.

"O governo libanês e o Hezollah são diretamente responsáveis por esta violação flagrante da soberania israelense", indicou em um comunicado Peter Lerner, porta-voz do Exército israelense. As forças israelenses "responderam a essa agressão não provocada contra suas forças e manterão as operações para que a fronteira norte de Israel seja segura".

O Departamento de Estado americano "condenou com veemência" o ataque do Hezbollah, considerado uma organização "terrorista" por Washington.

Os incidentes são frequentes ao longo da Linha Azul, que fixa a fronteira entre Israel e Líbano. Ela foi traçada pela ONU depois da retirada israelense em 2000, que pôs fim a 22 anos de ocupação do sul do Líbano.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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