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Oriente Médio

Irã: agência é declarada culpada por vídeo de mulheres "ninjas"

30 set 2012 - 17h12
(atualizado às 17h45)
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Um júri iraniano declarou a agência Reuters culpada, neste domingo, por "propaganda contra o regime" depois de uma reportagem sobre mulheres iranianas que praticam artes marciais que, em março, já tinha provocado a suspensão das atividades no Irã da agência de notícias.

Segundo a imprensa local, a Reuters também foi considerada culpada de "publicar informações falsas para perturbar a ordem pública", anunciou a agência oficial Irna, citando a promotoria. A decisão do júri deverá ser confirmada por um juiz do tribunal de Teerã, que determinará, nas próximas semanas, a pena que será aplicada à agência, segundo o canal iraniano Press TV, sem informar datas.

A Reuters, que pode apelar da condenação, informou em um comunicado que esperará a decisão do tribunal. "Esperamos agora a decisão do tribunal. Não vamos fazer outros comentários antes dessa decisão", declarou a empresa.

A agência, do grupo Thomson Reuters, com sede em Nova York, foi representada no tribunal pela diretora de seu escritório em Teerã, Parisa Hafezi, proibida de viajar ao exterior enquanto durar o processo. O assunto veio à tona após a publicação em fevereiro de um vídeo da Reuters sobre mulheres que recebem treinamento de "ninjas" em Karaj, próximo a Teerã, com o título: "Milhares de mulheres ninjas treinam para se transformar nas assassinas do Irã".

Depois de vários dias de protestos de Teerã, a Reuters aceitou modificar o título e pediu desculpas. As autoridades iranianas retiraram as credenciais de todos os jornalistas da agência em Teerã e suspendeu suas atividades no Irã. As autoridades iranianas vigiam regularmente e limitam as atividades dos jornalistas estrangeiros em todo o país.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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